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Internacional

Líderes do Sudão do Sul apelam ao fim dos combates

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Civis refugiando-se nas instalações das Nações Unidas

ERIC KANALSTEIN/EPA

O apelo surgiu no dia em que tanques e helicópteros se envolveram nos mais acesos combates. Não é contudo claro qual o objetivo de ambas as partes e até que ponto o Presidente Salva Kiir e o seu opositor, o vice-presidente Riek Machar, controlam as suas forças

O Presidente e o vice-presidente do Sudão do Sul apelaram a que as forças que os apoiam e que têm combatido entre si cessem as hostilidades, dias após o regresso dos combates terem apontado para o retorno da guerra civil ao mais novo país do mundo e a uma das zonas mais pobres de África.

O departamento de Estado norte-americano indicou estar a dar “instruções de partida” ao seu pessoal colocado no Sudão do Sul.

Os combates surgiram há quatro dias na capital, Juba, entre os apoiantes de Salva Kiir e de Riek Machar, o antigo rebelde que foi tornado vice-presidente numa aliança que procurou colocar um fim à guerra civil de dois anos.

O porta-voz da presidência Ateny Wek Ateny declarou que o Presidente e o vice-presidente falaram pelo telefone na segunda-feira, no dia em que tanques e helicópteros se envolveram nos mais acesos combates.

“Todos os comandantes das forças (de Kiir) receberam instruções para cessar quaisquer hostilidades e aceitarem a ordem para controlarem as suas forças”, referiu Ateny à agência Reuters. “O Presidente Salva Kiir está determinado a dar continuidade à sua parceria com Riek Machar”, acrescentou. Machar reagiu ordenando também às suas tropas para que pousem as suas armas.

O contexto da violência registada nos últimos dias é contudo pouco clara, não se sabendo qual o objetivo de ambos os lados e até que ponto Kiir e Machar controlam as suas forças.
O regresso dos combates ocorreu na altura em que o Sudão do Sul comemorou, no passado sábado, cinco anos de existência.

A guerra civil que emergiu em finais de 2013 causou milhares de mortos, forçou mais 2,5 milhões de pessoas a abandonarem as suas casas e deixou mais de metade dos 11 milhões de habitantes do país a lutar contra fome. O conflito fez cair também a produção petrolífera, a maior fonte de rendimento do país.