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EUA enviam mais soldados para o Iraque a fim de tomar Mossul ao Daesh

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A foto, de agosto deste ano, mostra um combatentes peshmerga de vigia em Bashiqa, a nordeste de Mossul

AHMAD AL-RUBAYE

Administração Obama quer garantir apoio às tropas iraquianas na batalha que se avizinha contra o autoproclamado Estado Islâmico pelo controlo do seu último bastião no país

Os Estados Unidos anunciaram esta semana que vão reforçar a sua campanha militar contra o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), tendo como plano imediato enviar centenas de tropas para apoiarem as forças iraquianas no terreno antes da antecipada operação pela retomada de Mossul, o último bastião do grupo no Iraque, prevista para o final deste ano.

Em Bagdade, onde se encontrou com comandantes norte-americanos e com o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, e o ministro da Defesa, Khaled al-Obeidi, o secretário de Defesa dos EUA anunciou que mais de 560 tropas adicionais vão ser enviadas para a base aérea de Qayara, que servirá de centro da operação pela retomada de Mossul, a segunda maior cidade do país.

A base esteve sob controlo do Daesh até ao sábado passado, quando as forças do Governo iraquiano anunciaram a recaptura das instalações, a cerca de 60 quilómetros de Mossul, com o apoio aéreo da coligação internacional liderada pelos EUA.

“Com estas forças dos EUA adicionais que descrevi aqui hoje, vamos trazer a esta campanha capacidades únicas e garantir o apoio vital às forças iraquianas num momento-chave desta luta”, disse Carter às tropas estacionadas na capital do Iraque. Os novos batalhões “estão prontos” para se juntarem aos soldados ali e o seu destacamento é uma questão de “dias ou semanas, não meses”.

Depois de reaverem o controlo de Fallujah, as forças de segurança iraquianas têm os olhos postos em Mossul, com Abadi a garantir que a cidade será recapturada aos terroristas até ao final deste ano.