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Chelsea Manning tentou mesmo matar-se na prisão

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Bradley Manning é agora Chelsea Manning

Reuters

Advogados de soldado transgénero, condenada a 35 anos de prisão por passar documentos secretos do Exército à WikiLeaks, confirmam suspeitas de tentativa de suicídio em prisão militar exclusivamente masculina

A equipa de defesa de Chelsea Manning confirmou que a soldado transgénero tentou matar-se na prisão militar de alta segurança onde está a cumprir uma pena de 35 anos, por ter passado à WikiLeaks 700 mil documentos confidenciais da administração norte-americana e das forças armadas dos Estados Unidos.

Em comunicado, a equipa de Manning disse que "na semana passada, Chelsea tomou a decisão de pôr fim à própria vida" e que "teria preferido que a sua informação médica permanecesse privada para poder focar-se na sua recuperação".

"Ela sabe que as pessoas têm questões sobre como é que ela está e quer que toda a gente saiba que continua sob observação na prisão e que espera continuar assim durante as próximas semanas."

Depois de surgirem os primeiros rumores de que Manning teria tentado suicidar-se, o exército recusou-se durante vários dias a declarar publicamente porque é que tinha sido internada, com os advogados da militar a criticarem as autoridades por impedirem contactos com a sua cliente.

Chelsea Manning, nascida Bradley, foi condenada em 2013 após vários anos a trabalhar como analista de informações secretas na guerra do Iraque. A soldado foi condenada ainda como homem antes de anunciar, já a partir da prisão, que ia passar a viver como mulher. Há um ano, qualificou-se para tratamentos hormonais para mudar de sexo após ter sido diagnosticada com transtorno da identidade de género.