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Theresa May sozinha na corrida à liderança do Reino Unido

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Theresa May é agora a única candidata à liderança dos conservadores britânicos

HANNAH MCKAY/EPA

Andrea Leadsom foi a última a desistir do embate com a ministra do Interior. Theresa May tem agora o caminho livre para suceder a David Cameron

A ministra da Energia, Andrea Leadsom, desistiu esta segunda-feira da corrida à liderança do partido conservador britânico, deixando caminho aberto à ministra do Interior Theresa May que partiu como a favorita à sucessão do primeiro-ministro demissionário, David Cameron.

Leadsom retirou-se por acreditar que não teria apoio suficiente para liderar um “Governo forte e estável”. Uma campanha de nove semanas neste “momento crítico” para o Reino Unido seria “altamente indesejável”, considerou a candidata.

A ministra da Energia deixou ainda uma mensagem de apoio a Theresa May, considerando que esta se encontra “idealmente posicionada” para concretizar o Brexit, e desejou-lhe o “maior sucesso” nas novas funções.

May garante que Brexit é para cumprir

Pouco tempo antes de se saber que Andrea Leadsom estava fora da corrida para chefiar o Governo britânico, Theresa May prometera hoje liderar o processo de saída do Reino Unido da União Europeia, rejeitando ignorar os resultados do referendo.

“'Brexit' quer dizer 'Brexit' e vamos fazer com que seja um sucesso”, disse a ministra do Interior, em comentários transmitidos pela televisão, ao lançar a sua campanha em Birmingham, no centro de Inglaterra.

“Não haverá tentativas de permanecer na União Europeia, não haverá tentativas de regressar pela porta dos fundos, nem um segundo referendo”, garantiu.

“Vou assegurar-me de que saímos da União Europeia”, disse May, que apoiou a campanha pela permanência do Reino Unido no bloco europeu antes do referendo de 23 de junho, em que 52 por cento dos eleitores escolheram sair.

“Os britânicos tiveram a oportunidade de votar sobre este assunto. Enviaram uma mensagem muito clara e acho que temos de responder a essa mensagem e fazer o que os britânicos nos pediram para fazer”, disse.

Questionada sobre como iria negociar o acesso do país ao mercado único da União Europeia, May disse ser necessário garantir que se alcança “o melhor acordo em termos de comércio, bens e serviços”.

“É muito claro que o voto no 'Brexit' é também uma mensagem de que temos de controlar a circulação livre [de pessoas]. A circulação livre não pode continuar da forma como tem funcionado até agora”, sublinhou.