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Líderes da NATO vão participar formalmente no combate ao grupo Estado Islâmico

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PAWEL SUPERNAK / EPA

A decisão inclui ainda o apoio à União Europeia na gestão da crise migratória no Mediterrâneo

Os líderes da NATO aprovaram este sábado participar formalmente na coligação internacional no combate ao grupo extremista Estado Islâmico na Síria e no Iraque e apoiar a União Europeia na gestão da crise migratória no Mediterrâneo.

A participação formal da NATO na coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos, que combate o grupo extremista, será feita através da transmissão de informação recolhida pelos aviões vigilância Awacs.

"Os aviões vão dar apoio direto às forças da coligação", indicou, em conferência de imprensa, o secretário-geral da NATO, Jean Stoltenberg.

O secretário-geral da NATO informou também que a NATO transformou e ampliou a sua missão naval "Active Endeavour" no Mediterrâneo para que informe sobre a situação, combata o terrorismo e apoie a operação "Sofia" da União Europeia contra as máfias migratórias.

A nova missão da NATO, batizada de "Guardiã do Mar", vai trabalhar em "estreita colaboração" com a União Europeia.
Atualmente, a NATO já tem no mar Egeu efetivos a vigiar as águas e a dar informação às guardas costeiras gregas e turcas.

Os líderes da NATO decidiram também prosseguir com o planeamento de assistência à Líbia para enfrentar com mais garantias a expansão do grupo extremista Estado Islâmico naquele território.

O Governo da Unidade Nacional da Líbia vai, no entanto, ter que solicitar formalmente o apoio da NATO para que se torne efetivo.

Jean Stoltenberg também anunciou que os líderes aliados voltam a reunir-se em 2017, um ano antes do previsto, dado que as cimeiras da NATO são bienais, em Bruxelas, para a inauguração do novo quartel-general dos Aliados.