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Internacional

Pelo menos 40 mortos em ataque a local de culto xiita no Iraque

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THAIER AL-SUDANI/REUTERS

O ataque, que foi reivindicado pelo Estado Islâmico, teve como alvo um dos principais mausoléus xiitas localizado na cidade iraquiana de Balad

Helena Bento

Jornalista

Bombistas suicidas e atiradores do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) atacaram na quinta-feira à noite um dos principais locais de culto xiita no Iraque, provocando a morte de pelo menos 40 pessoas, de acordo com o mais recente balanço do número de vítimas. Outras 65 pessoas ficaram feridas.

Num dia em que dezenas de pessoas se preparavam para celebrar o Eid al-Fitr, as festividades que marcma o fim do mês sagrado do Ramadão, vários atiradores abriram fogo na direção do mausoléu de Sayid Mohammed bin Ali al-Hadi, na cidade de Balad, localizada a 80 km a norte de Bagdade, capital do país. De seguida, dois bombistas fizeram-se explodir nas imediações do local de culto. Um terceiro atacante foi abatido antes de conseguir acionar o seu cinto de explosivos. Este foi considerado o ataque mais mortífero a um local sagrado dos últimos dez anos.

O atentado ocorre dias depois da explosão de uma carrinha no bairro comercial de Karrada, de maioria xiita, numa altura em que centenas de pessoas faziam compras e passeavam, a poucos dias do fim do Ramadão. Mais de 290 pessoas morreram. O ataque, reivindicado pelo Daesh, foi considerado o mais mortífero na capital iraquiana desde a invasão do Iraque em 2003 pelas forças norte-americanas.

A reconquista, em junho último, da cidade de Fallujah pelo Governo iraquiano, tomada pelo Daesh em janeiro de 2014, representou uma enorme derrota para o grupo terrorista, que continua a perder terreno no Iraque. Atualmente, controla apenas Mossul, a segunda maior cidade do país e a capital de facto do pretenso califado islâmico no Iraque. Vários analistas acreditam que é precisamente essa perda gradual de territórios que tem levado o Estado Islâmico a recorrer a atos terroristas “clássicos e tradicionais”.