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Departamento de Estado reabre investigação a Hillary Clinton

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STEPHEN LAM/REUTERS

Dois dias depois de o FBI ter decidido não avançar com acusações criminais contra a ex-secretária de Estado e candidata a Presidente dos EUA, o Departamento de Estado decide reabrir inquérito à gestão de informações confidenciais quando Hillary era chefe da diplomacia

O Departamento de Estado norte-americano vai reabrir a investigação à candidata presidencial do Partido Democrata, por causa da gestão de informações confidenciais enquanto secretária de Estado de Barack Obama entre 2009 e 2013. O anúncio foi feito na quinta-feira à noite (madrugada desta sexta em Portugal), dois dias depois de o FBI ter afastado a possibilidade de acusações criminais contra Hillary Clinton pelo uso de um email e servidor privados para assuntos oficiais do Estado norte-americano enquanto chefe da diplomacia.

Após a agência federal ter dito que. apesar de Clinton ter enviado e recebido material "sensível" por canais não-oficiais, foi provado que não houve intenção maliciosa, o Departamento de Estado decidiu reabrir a investigação à candidata e a alguns dos seus ex-assistentes.

Aos jornalistas, o porta-voz John Kirby disse que as autoridades pretendem que o inquérito seja concluído "o mais depressa possível mas que não serão criados prazos artificiais para concluir o processo". Apesar de alguns seus antigos funcionários e conselheiros já não trabalharem no Departamento, também eles enfrentam "sanções administrativas", acrescentou Kirby. "O nosso objetivo é ser o mais transparentes possíveis quanto aos resultados [do inquérito], cumprindo com as várias obrigações legais."

Reagindo à decisão do FBI de não abrir um processo criminal contra a candidata democrata às presidenciais de novembro, os republicanos disseram que Clinton "está acima da lei", uma crítica que o diretor do FBI James Comey refutou esta quinta-feira numa audiência na Câmara dos Representantes, sublinhando que não havia provas que justificassem um julgamento.

O facto de o FBI ter decidido arquivar o processo tinha afastado as preocupações de que a candidatura de Clinton à sucessão de Barack Obama pudesse ser afetada, numa altura em que a sua nomeação pelo partido no poder está praticamente garantida, antecipando-se uma corrida contra o candidato republicano Donald Trump. A reabertura do processo no Departamento de Estado volta a reforçar as preocupações dos seus apoiantes.