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Barack Obama anuncia envio de 1000 soldados para a Polónia

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SHAWN THEW / EPA

Será também instalado na Polónia um quartel que servirá uma brigada blindada, no âmbito do reforço do flanco oriental da NATO face à Rússia

Helena Bento

Jornalista

O Presidente norte-americano Barack Obama anunciou esta sexta-feira que os Estados Unidos vão enviar 1000 militares para a Polónia e instalar no país um quartel que servirá um brigada blindada, no âmbito do reforço do flanco oriental da NATO face à Rússia. “Os Estados Unidos vão deslocar para a Polónia um batalhão, cerca de 1000 soldados, numa missão lado a lado com os soldados polacos”, declarou Obama, após um encontro com o seu homólogo polaco Andrzej Duda em Varsóvia, antes do início da cimeira da NATO.

Os soldados deste batalhão serão periodicamente substituídos em regime de rotação, à semelhança dos restantes três batalhões, liderados pelo Canadá, Alemanha e Reino Unido, estacionados nos países do Báltico (Estónia, Letónia e Lituânia). O quartel irá servir a já anunciada brigada composta por 3500 soldados norte-americanos, que vão deslocar-se em regime de rotatividade em diversos países da Europa de leste a partir de 2017.

Ao reforçarem a presença militar norte-americana na Polónia, os Estados Unidos pretendem enviar uma mensagem à União Europeia, que vive um momento de grande instabilidade e incerteza devido à saída do Reino Unido, processo que ficou conhecido como Brexit, refere o “Wall Street Journal”.

Moscovo já garantiu que vai responder aos planos da NATO, ao aumentar o número de soldados russos na região fronteiriça de Suwalki Gap, entre o enclave russo de Kaliningrado e a Bielorrússia, apontado como local provável para instalar o quartel, refere o jornal norte-americano. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, fez questão de frisar, contudo, que é “absurdo esperar uma ameaça vinda da Rússia, quando dezenas de pessoas estão a morrer no centro da Europa e milhares morrem diariamente no Médio Oriente”. “Nós não somos os únicos a estar cada vez mais perto da NATO”, afirmou o porta-voz, citado pelo “Wall Street Journal”.

Ben Rhodes,o vice-conselheiro de Obama para as comunicações estratégicas, afirmou que os EUA estão preocupados que a Rússia possa vir a alimentar divisões numa Europa cada vez mais desunida. “A Rússia tem tentado, em várias ocasiões, gerar a discórdia na Europa. Moscovo tem-se feito notar muito no Ocidente e são visíveis os seus esforços para quebrar a unidade transatlântica”, afirmou o vice-conselheiro.