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Eduardo Cunha renuncia à presidência da Câmara dos Deputados do Brasil

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Eduardo Cunha

FERNANDO BIZERRA JR. / EPA

Em maio, Cunha viu o seu mandato de deputado ser suspenso pelo Supremo Tribunal federal

Helena Bento

Jornalista

Eduardo Cunha renunciou esta quinta-feira ao cargo de presidente da Câmara dos Deputados do Brasil. “Estou a pagar um preço alto por ter dado início ao impeachment” contra Dilma Rousseff, afirmou o político.

Cunha, que em maio viu o seu mandato de deputado federal ser suspenso por decisão do Supremo Tribunal Federal, devido a suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro, afirmou que a sua renúncia foi motivada pelos apelos “generalizados” dos seus apoiantes e que espera, agora, que haja mais “estabilidade” na Câmara.

O seu afastamento decisivo da Câmara dos Deputados ainda não foi decidido, estando esse processo atualmente a ser apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça. Para que Cunha perca o mandato, é necessário o voto de pelo menos 257 dos 513 deputados. Segundo o “El País”, a última estimativa apontava para que mais de 400 deputados votassem a favor do seu afastamento.

A Câmara dos Deputados do Brasil tem agora cinco sessões para eleger um novo líder.

Cunha foi fundamental no afastamento de Dilma Rousseff, cujo mandato está suspenso. Michel Temer, seu parceiro no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e número dois de Dilma, assumiu a presidência interinamente até haver uma decisão final sobre a destituição da chefe de Estado, o que deverá acontecer em agosto.