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Iraque. Tony Blair admite “pena, arrependimento e culpa”

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FACUNDO ARRIZABALAGA/EPA

O ex-primeiro-ministro britânico afirmou que a decisão de enviar tropas para o Iraque foi a decisão “mais agonizante” que teve de tomar, mas diz que não enganou o Parlamento

O ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair, reagiu esta quarta-feira a um relatório muito crítico sobre a guerra do Iraque manifestando "pena, arrependimento e culpa", mas afirmou que não enganou o Parlamento nem lamenta o afastamento do antigo líder iraquiano Saddam Hussein.

"Sinto mais pena, arrependimento e culpa do que poderão alguma vez saber ou acreditar", afirmou Tony Blair, com voz embargada, durante uma longa conferência de imprensa.

Blair disse ainda que a decisão de enviar tropas foi a decisão "mais agonizante" que teve de tomar durante o período em que foi primeiro-ministro, um peso que carregará "para o resto dos meus dias".

Acrescentou, contudo, que "o relatório deixa claro que não houve inverdades, o Parlamento e o Governo não foram enganados, não houve um compromisso secreto com a [decisão de] guerra".

Perante os jornalistas, Blair insistiu que pode "olhar as pessoas nos olhos" e dizer que agiu "de boa fé".