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Atentado em Bagdade foi “o mais mortífero” desde a invasão do país pelos EUA em 2003

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AHMAD AL-RUBAYE

Sobe para 250 o balanço de mortos no ataque bombista de domingo no distrito de Karrada, no centro da capital do Iraque, uma semana depois de as forças do país terem conseguido expulsar o Daesh de Fallujah

O número de mortos no atentado bombista do passado domingo ao cair da noite na capital iraquiana foi esta quarta-feira atualizado, com o Governo iraquiano a confirmar que 250 pessoas perderam a vida, fazendo deste o ataque mais mortífero em Bagdade desde a invasão do Iraque em 2003 pelas forças norte-americanas.

Uma carrinha cheia de explosivos foi detonada no distrito de Karrada, no centro, em frente a uma famosa loja de gelados por volta da meia-noite, à hora em que milhares de pessoas faziam compras e passeavam no centro comercial Hadi na véspera do feriado Eid al-Fitr, que marca o fim do mês sagrado do Ramadão.

O ataque, que aconteceu uma semana depois de as forças iraquianas terem retomado o controlo da cidade de Fallujah, foi reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), que neste momento já só controla Mossul, a capital de facto do autodeclarado califado no Iraque.

Ao longo dos últimos três dias de luto nacional declarado pelo primeiro-ministro iraquiano, a população de Bagdade tem levado a cabo vigílias e orações no local do ataque, que ficou quase totalmente destruído, com muitos habitantes a culparem o Governo pelas falhas na segurança.

A maioria dos feridos no atentado, avançou hoje o Ministério da Saúde em comunicado, já teve alta do hospital. No documento, o Governo diz ainda que os feridos graves foram transferidos para o estrangeiro, sem avançar mais pormenores.