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Repetição das presidenciais na Áustria marcada para 2 de outubro

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O Tribunal Constitucional da Áustria deu razão ao Partido da Liberdade da Áustria e ao seu líder Heinz Christian Strache (à esquerda), que impugnaram o resultado da votação, em que o candidato da extrema-direita Norbert Hofer (à direita) foi derrotado

LEONHARD FOEGER / Reuters

O Tribunal Constitucional da Áustria decidiu anular a segunda volta das presidenciais e ordenar novo peblescito devido a irregularidades no processo de contagem dos votos por correio

A Áustria realiza a 2 de outubro a repetição da segunda volta das eleições presidenciais, anulada pelo Tribunal Constitucional na sequência de uma queixa da extrema-direita, anunciou esta terça-feira o chanceler Christian Kern.

"Tivemos de tomar hoje a decisão de realizar a eleição presidencial a 2 de outubro. Como podem imaginar, foi uma decisão relativamente fácil", disse Kern aos jornalistas depois de uma reunião do governo.

Na sexta-feira passada, o Tribunal Constitucional da Áustria decidiu anular a segunda volta das presidenciais, realizada a 22 de maio, e ordenar a sua repetição devido sobretudo a irregularidades no processo de contagem dos votos por correio.

O coletivo de 14 juízes deu razão ao Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ, extrema-direita) e ao seu líder, Heinz Christian Strache, que impugnaram o resultado da votação.

Na volta anulada, o candidato da extrema-direita Norbert Hofer perdeu por escassa margem para o ecologista Alexander Van der Bellen, com 49,65% e 50,35% dos votos, respetivamente.

  • O homem que teve uma quase-vitória que não deve ser esquecida nem minimizada

    O candidato de extrema-direita às presidenciais da Áustria quase venceu a segunda e última volta das eleições - só esta segunda-feira é que se soube que perdeu. Durante o fim de semana, multiplicaram-se os escritos e as afirmações de preocupação com a possibilidade de um Estado-membro da UE ser liderado por um nacionalista extremista. Quem é Norbert Hofer, o político que disse que andar armado com uma Glock é uma “consequência natural” da imigração e de quem se diz que teve uma quase-vitória que não deve ser esquecida nem minimizada?