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Hungria vai realizar referendo sobre refugiados

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CSABA SEGESVARI/GETTY

Consulta popular está marcada para 2 de outubro, anunciou o Presidente húngaro

O Presidente da Hungria anunciou esta terça-feira a realização de um referendo sobre o plano de relocalização dos refugiados na União Europeia (UE). A consulta popular foi agendada para o próximo dia 2 de outubro e não constitui de todo uma surpresa, após os sucessivos obstáculos levantados pelo país no que diz respeito aos migrantes.

“Querem que a União Europeia decrete uma relocalização obrigatória de cidadãos não-húngaros na Hungria sem a aprovação do parlamento húngaro?” Será essa a pergunta a que os cidadãos húngaros terão de responder no referendo do próximo dia 2 de outubro, segundo anunciou o chefe de Estado húngaro, Janos Ader, num comunicado.

Por diversas vezes, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, manifestou-se contra o plano da UE de redistribuir 160 mil refugiados no espaço comunitário nos próximos dois anos. Recusando participar nesse plano que estipula quotas obrigatórias para cada Estado-membro, o conservador mandou construir muros nas fronteiras do país com a Sérvia e a Croácia, ao mesmo tempo em que a lei migratória foi revista, sendo previstas penas de prisão de três ou cinco anos para quem entrar ilegalmente no país.

Viktor Orban tem defendido que a crise dos refugiados está a “desestabilizar a Europa” e a expor o velho continente a um maior risco de terrorismo. Acusa ainda o problema de ser da responsabilidade da Alemanha e de Bruxelas, estando a ameaçar os “valores cristãos” na Europa.

O acordo alcançado entre Bruxelas e Ancara, no passado dia 18 de março, prevê que cada migrante que entre ilegalmente na Europa, através das ilhas gregas, seja reencaminhado para a Turquia. Como contrapartida, entre outros aspetos, a UE decidiu aumentar a ajuda financeira ao país em 3 mil milhões de euros, de forma a ajudar a gerir o fluxo de refugiados sírios.