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“O hino é para ser cantado em voz alta, ou não serão dignos representantes do Japão”

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ISSEI KATO/REUTERS

Na despedida da comitiva olímpica antes da partida para o Rio de Janeiro, o antigo primeiro-ministro japonês Yoshiro Mori apelou ao patriotismo dos atletas. Quer emoção na hora das eventuais subidas ao pódio

Aos atletas japoneses de topo já não basta serem os mais rápidos, os mais altos e os mais fortes. Se querem garantir um lugar nos Jogos Olímpicos, além dos mínimos desportivos terão de caprichar na forma como cantam o hino nacional nipónico. Isso mesmo lhes disse Yoshiro Mori, o responsável pela organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, na hora de se despedir da comitiva japonesa que partia para o Rio de Janeiro.

Perante os 300 atletas de partida, este domingo, Mori criticou a interpretação que fizeram do tradicional Kimigayo e apelou ao seu patriotismo. “Porque não cantam o hino nacional todos juntos?”, perguntou.

De semblante carregado, os atletas foram ouvindo. E Yoshiro Mori recordou exemplos anteriores, como a equipa feminina vencedora da Taça do Mundo em 2011, que cantou o hino “com rios de lágrimas” nos olhos. O mesmo sucedeu com Ayumu Goromaru e os seus colegas, no ano passado, depois de vencerem com grande surpresa a África do Sul na fase de grupos do Mundial de râguebi.

O antigo primeiro-ministro, de 78 anos, conhecido por múltiplas gafes, insistiu: “Não chega balbuciar a letra. Se chegarem ao pódio, cantem o hino em voz alta. Se não o fizerem, o que vos posso dizer é que não poderão ser considerados dignos representantes do Japão”.