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Brexit: Boris Johnson atribui “histeria” a falta de planos do governo

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Dan Kitwood/GETTY

O cabeça de cartaz da campanha a favor da saída do Reino Unido da UE diz não ter dúvidas de que o futuro do país “será brilhante”

O cabeça de cartaz da campanha a favor do Brexit Boris Johnson, defendeu esta segunda-feira que a “histeria” causada pela vitória da saída do Reino Unido da União Europeia (UE) no referendo se deve ao facto de o governo britânico não ter preparado planos para este cenário.

Num artigo de opinião publicado no “Telegraph”, o antigo mayor de Londres considera que o país não pode esperar até setembro para começarem as negociações com Bruxelas. “Foi errado o governo oferecer aos cidadãos uma escolha binária na UE sem ter vontade – no caso das pessoas que votaram para sair – de explicar como isto pode ser feito atendendo aos interesses do Reino Unido e da Europa. Nós não podemos esperar até meados de setembro e por um novo primeiro-ministro”, escreveu Boris Johnson.

Apesar de ter dito na semana passada que não se iria candidatar ao lugar de David Cameron, Johnson mostrou que tinha um plano bem traçado para o país, que passava por: autorizar os cidadãos europeus a permanecerem no Reino Unido, e ter um acordo de livre comércio com a UE e acordo com outros países, assim como discutir as questões de segurança com os Estados-membros.

Por último, o cabeça de cartaz da campanha a favor do Brexit diz não ter dúvidas de que o “futuro do Reino Unido será brilhante.”

Na semana passada, Barack Obama também chamou a atenção daquela que considera ser – na sua opinião – uma “histeria” à volta do Brexit. O Presidente norte-americano desvalorizou, em entrevista à NPR (rádio pública dos EUA), as consequências da saída dos britânicos do bloco europeu, considerando que não resultará no exacerbar do sentimento nacionalista britânico ou na instabilidade do Velho Continente.

“Eu não exageraria. Tem havido um pouco de histeria, na sequência da vitória do Brexit. É como se de alguma forma a NATO se fosse embora e a aliança transatlântica se disolvesse e cada país se apressasse a ir para o seu canto. Não é isso que está a suceder”, afirmou Barack Obama, em declarações à NPR.

O governante norte-americano defende que este é o momento da Europa ponderar como poderá manter de alguma forma a identidade de cada país, sem negligenciar o “núcleo dos valores europeus”.

Durante a campanha do referendo, Obama já tinha alertado que a saída do Reino Unido da UE iria conduzir à redução da “influência global” do país e obrigar ao estabelecimento de um acordo entre o Reino Unido e os EUA, que poderá demorar vários anos a ser concluído.

Entretanto, o Presidente dos EUA manifesta-se confiante de que o Reino Unido estará “empenhado” numa “transição ordenada na saída” da União Europeia.