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Autores do atentado no Bangladesh “não têm ligações ao Daesh”

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STRINGER / EPA

Embora o autodenomidado Estado Islâmico tenha reivindicado o atentado, o ministro da Administração Interna garante que os atacantes eram membros do Jamayetul Mujahideen Bangladesh, numa referência ao grupo islamita expulso do país há mais de dez anos

Os sete terroristas que na noite de sexta-feira mataram pelo menos 20 reféns num restaurante em Daca não são militantes do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), mas membros de um grupo local, segundo garantiram este sábado as autoridades e ministro da Administração Interna do Bangladesh.

Embora o Daesh tenha reivindicado o atentado em comunicado, essa informação não foi confirmada pelos investigadores locais. O ministro da Administração Interna, Asaduzzaman Khan, garantiu que nem o Daesh nem a al-Qaeda estariam envolvidos.

“Eles são membros do Jamayetul Mujahideen Bangladesh (JMB)”, declarou à Reuters e à AFP, numa referência ao grupo islamita expulso do país há mais de dez anos. “Eles não têm ligações ao Daesh.”

O atentado, que ocorreu pelas 9h20 locais (16h20 em Lisboa), é mais um entre os vários que têm sido realizados por militantes do Daesh nos últimos 18 meses, tendo como alvo liberais, homossexuais, estrangeiros e minorias religiosas.

O Daesh e a al-Qaeda têm reivindicado a maioria dos ataques, ainda que as autoridades tenham repetidamente reiterado que não existem ligações operacionais entre os militantes do Bangladesh e as redes jiadistas internacionais.
O Governo do país tem apontado a Ansar-al-Islam, uma célula da al-Qaeda, e a Jamaat-ul-Mujahideen, um grupo extremista, como os responsáveis pelos atentados dos últimos 18 meses.