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Pelo menos 20 mortos entre os reféns no ataque a restaurante no Bangladesh

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STRINGER / EPA

Pelo menos 13 reféns foram resgatados na operação policial na capital do Bangladesh, depois de um ataque terrorista reivindicado pelo Daesh que provocou a morte a pelo menos 20 pessoas. As autoridades anunciaram que terminaram a operação policial, capturando um dos atacantes e matando seis

“A operação terminou. A situação está totalmente sob controlo.” As forças de segurança do Bangladesh terminaram este sábado a operação lançada no restaurante Holey Artisan Bakery, em Daca, após um ataque reivindicado pelo grupo terrorista autodenominado Estado Islâmico (Daesh). A informação foi avançada à Reuters pelo coronel Rashidul Hasan, que não acrescentou qualquer baçanço do número de vítimas.

Pelo menos seis atacantes foram mortos e um foi capturado vivo, segundo anunciou a primeira-ministra do país, Sheikh Hasina, que garantiu estar empenhada em “erradicar o terrorismo” no activismo de Bangladesh.

As autoridades locais afirmaram este sábado que foram encontradas 20 pessoas mortas, todas estrangeiras, depois de durante a noite terem estado reféns no restaurante. “Recuperámos 20 corpos. A maioria foi brutalmente agredida até a morte com armas afiadas”, acrescentou o porta-voz militar Ashfaq Nayeem Chowdhury. Dentro do restaurante estariam 42 pessoas, segundo avança a CNN, das quais 13 foram resgatados.

O atentado, que ocorreu pelas 9h20 locais (16h20 em Lisboa), é mais um entre os vários que têm sido realizados por militantes do Daesh nos últimos 18 meses, tendo como alvo liberais, homossexuais, estrangeiros e minorias religiosas. O Daesh e a al-Qaeda têm reivindicado a maioria dos ataques, ainda que as autoridades afirmem que não existem ligações operacionais entre os militantes do Bangladesh e as redes jiadistas internacionais.

O Governo do país tem apontado a Ansar-al-Islam, uma célula da al-Qaeda, e a Jamaat-ul-Mujahideen, um grupo extremista, como os responsáveis pelos atentados dos últimos 18 meses.

O atentado ao restaurante surge na sequência do Bangladesh ter enforcado a 11 de maio o antigo líder do partido islâmico Jamaat-e-Islami, Motiur Rahman Nizami, por genocídio e outros crimes cometidos durante a guerra da independência do Bangladesh em 1971.

Notícia atualizada às 9h43