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Líder da extrema-direita austríaca ainda não desistiu de ser Presidente

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Norbert Hofer, líder do Partido da Liberdade

LEONHARD FOEGER/REUTERS

Tribunal Constitucional está a analisar queixas de irregularidades e pedido de novas eleições que Norbert Hofer apresentou no rescaldo da segunda e última volta das presidenciais, em maio, na qual foi derrotado pelo candidato apoiado pel'Os Verdes, Alexander Van der Bellen, por menos de 31 mil votos

O Tribunal Constitucional da Áustria vai deliberar em breve sobre o recurso interposto pelo líder do partido de extrema-direita, Norbert Hofer, após ter saído derrotado da segunda e última volta das eleições presidenciais deste ano, que disputou em maio com o candidato apoiado pel'Os Verdes, Alexander Van der Bellen.

Hofer argumenta que foram cometidas irregularidades no ato eleitoral, em particular com os votos por correspondência que ditaram a sua derrota para o candidato de esquerda, com uma diferença inferior a 1%. Caso o tribunal decida a favor dele, o candidato do Partido da Liberdade (FPÖ) e outros dois membros do parlamento austríaco irão assumir a presidência do país interinamente, em substituição do ainda Presidente, Heinz Fischer, até que sejam convocadas novas eleições.

Ao longo de duas semanas, a mais alta instância judicial da Áustria ouviu quase 90 testemunhas no processo, partindo dos argumentos de Hofer de que a forma como os votos por correspondência foram tratados é uma de várias irregularidades que culminaram na vitória de Van der Bellen por uma diferença de menos de 31 mil votos de um universo de 4,5 milhões de eleitores registados.

Caso tivesse vencido a segunda volta das presidenciais, como venceu a primeira, Hofer ter-se-ia tornado o primeiro chefe de Estado de extrema-direita de um Estado-membro da União Europeia. Os resultados preliminares da segunda volta apontavam a vitória do líder do FPÖ, mas quando os cerca de 700 mil votos por correspondência foram contabilizados deram vantagem ao seu rival, que foi declarado vencedor com 50,3%.

O partido e o seu candidato argumentam que houve irregularidades na contagem dos votos por correio em 94 dos 117 distritos eleitorais e dizem ter provas de que cidadãos com menos de 16 anos e estrangeiros puderam participar nas presidenciais de forma ilegal. Caso o tribunal não dê razão a Hofer, Van der Bellen assumirá funções a 8 de julho.