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Candidato de extrema-direita consegue anulação das presidenciais austríacas

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Norbert Hofer, líder do Partido da Liberdade

LEONHARD FOEGER/REUTERS

Norbert Hofer, que perdeu as eleições por uma escassa diferença, vai ter nova oportunidade eleitoral

As eleições presidenciais austriacas vão ter de ser repetidas, em sequência do veredicto emitido esta sexta-feira pelo Tribunal Constitucional Austríaco que deu razão ao candidato de extrema direita, Norbert Hofer, que alegara irregularidades na contagem dos votos por correspondência.

Nas eleições que tiveram lugar a 22 de maio, os votos por correspondência foram determinantes para a derrota do candidato extremista do Partido da Liberdade, que perdeu para Alexander van der Bellen, apoiado pelos Verdes, por escassos 31 mil votos.

Na primeira contagem, que ainda não tinha integrado os votos por correspondência, Hofer surgia vencedor. Durante a campanha o candidato anti-imigração deslocou-se munido de uma arma.

A repetição das presidenciais ocorrerá nos meses de setembro ou de outubro. Caso Hofer vença, será o primeiro Estado da União Europeia a ter um Presidente de extrema-direita.

Em sequência da decisão agora tomada, o Presidente Heinz Fischer será substituído temporariamente por três parlamentares, entre os quais Hofer.

  • O homem que teve uma quase-vitória que não deve ser esquecida nem minimizada

    O candidato de extrema-direita às presidenciais da Áustria quase venceu a segunda e última volta das eleições - só esta segunda-feira é que se soube que perdeu. Durante o fim de semana, multiplicaram-se os escritos e as afirmações de preocupação com a possibilidade de um Estado-membro da UE ser liderado por um nacionalista extremista. Quem é Norbert Hofer, o político que disse que andar armado com uma Glock é uma “consequência natural” da imigração e de quem se diz que teve uma quase-vitória que não deve ser esquecida nem minimizada?