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Bombistas suicidas do aeroporto de Istambul eram da ex-União Soviética

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SEDAT SUNA/EPA

Os três bombistas suicidas, que se suspeita pertencerem ao autodenominado Estados Islâmico, (Daesh) eram da Federação Russa, Uzbequistão e Quirguistão

Os três bombistas suicidas que levaram a cabo os atentados que causaram 43 mortos no aeroporto de Istambul na terça-feira à noite eram naturais da ex-União Soviética, onde o Daesh tem recrutado inúmeros elementos.

Um dos terroristas era do Daguestão, república da Federação Russa que faz fronteira com a Tchetchénia, e os outros eram do Uzbequistão e do Quirguistão, segundo indicou um responsável do Governo turco à agência Reuters.

Os investigadores estão convictos de que os terroristas entraram no país vindos da base do Daesh em Raqqa, Síria, refere um alto responsável do Governo turco à CNN.

“Um dos mais duros batalhões na Síria é o chamado batalhão uzbeque (…) Estes eram os homens que estavam essencialmente na linha da frente de defesa de Fallujah, a cidade que eles perderam para o Iraque”, disse à CNN Michael Weiis, autor de um livro sobre o Daesh. “Perguntem a qualquer pessoa dentro do Daesh que tenha combatido pelo Daesh. As pessoas vindas da antiga União Soviética tendem a ser as mais duras em batalha e mais dispostas a morrer”, acrescentou.

Especialistas têm indicado que, à medida que está a perder território, o Daesh tende a lançar mais ações de retaliação na Europa.

As operações policiais levadas a cabo esta quinta-feira levaram à detenção de 22 pessoas suspeitas de estarem ligadas ao triplo atentado suicida ocorrido no aeroporto cuja autoria ainda não foi reivindicada.