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México suspende extradição de El Chapo para os Estados Unidos

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El Chapo foi recapturado a 8 de janeiro

EPA

Juiz aceitou recurso interposto pela defesa do líder do cartel de Sinaloa em maio, após o Governo mexicano ter aceitado extraditar Joaquín Guzmán, mais conhecido por “El Chapo” (“o baixinho”), perante garantias da procuradoria norte-americana de que não arrisca a pena de morte

Mais de um mês depois de o Governo do México ter aprovado a extradição de Joaquín 'El Chapo' Guzmán para os Estados Unidos, um juiz do país suspendeu temporariamente essa ordem, esta quarta-feira, com base nos recursos interpostos pelos 13 advogados que defendem o chefe do cartel Sinaloa. Esta decisão adia por meses ou anos o julgamento do narcotraficante.

A ordem de extradição tinha sido aprovada a 21 de maio pela Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros do México, após a procuradoria-geral dos EUA ter garantido que El Chapo não arriscaria a pena de morte pelas dezenas de crimes de homicídio qualificado e tráfico de droga de que é acusado.

O homem mais procurado do México continua numa prisão de alta segurança perto da fronteira com os Estados Unidos, após ter sido recapturado pelas forças mexicanas no início de janeiro depois de passar seis meses a monte. Em julho, o chefe do cartel de Sinaloa tinha conseguido escapar de outra prisão de alta segurança, naquela que foi a sua segunda fuga dessa natureza. Da primeira vez, conseguiu escapar às autoridades e ficar em liberdade durante 13 anos.

Num dos recursos apresentados pela sua equipa de Defesa, os advogados argumentavam que alguns dos crimes de que Guzmán é acusado nos EUA já prescreveram. Segundo um deles, José Refúgio Rodriguez, em declarações à agência Associated Press, terá sido esse o argumento a que o juiz mexicano deu razão na hora de ditar a suspensão da extradição por tempo indefinido. A defesa de El Chapo diz ainda que não há provas que sustentem qualquer das outras acusações.