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Donald Tusk: Não haverá mercado único sem livre circulação de pessoas

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FRANCOIS LENOIR/Reuters

Líderes europeus deixam claro: se o Reino Unido quer sair da UE sem sair do mercado único, tem de aceitar a livre circulação de pessoas

Sem o Reino Unido à mesa, o presidente do Conselho Europeu diz que os 27 Estados-membros que ficam “estão determinados em continuar juntos”. Donald Tusk reconhece que ainda é cedo para tirar conclusões, mas diz que começa agora uma “reflexão” sobre o futuro da Europa, que continuará numa reunião marcada para 16 de setembro, em Bratislava.

Tusk fala de uma discussão “calma e séria”, em que os líderes europeus reconheceram que a saída dos britânicos deve ser feita “de forma ordenada” e que no “no futuro querem o Reino Unido como um parceiro”.

No entanto, avisa que algo deve ficar claro: “O acesso ao mercado único requer aceitar as quatro liberdades, incluindo a de livre circulação de pessoas”. Tusk rejeita assim que os britânicos possam escolher ficar apenas com as regras europeias que lhes agradam. “Não haverá single market à la carte”, diz o presidente do Conselho Europeu.

Esta terça-feira, durante o Conselho Europeu, David Cameron terá comunicado aos parceiros europeus que a “chave para continuarem próximos é estudar uma alteração à livre circulação de pessoas”. No final da reunião, o primeiro-ministro britânico assumiu também que a livre circulação de pessoas foi um dos problemas que justificou o voto na saída da União Europeia.

No mesmo dia, à noite, também o presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker deixou claro que “ou se está fora ou dentro do mercado único”.