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Juncker quer uma Europa com mais coração

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OLIVIER HOSLET/EPA

Jean-Claude Juncker diz que a Comissão Europeia irá aplicar o Pacto de Estabilidade com “coração e inteligência”, aliando a ideia de rigor e flexibilidade para os países com mais dificuldades a cumprir o défice

Quando se aproxima a decisão de Bruxelas sobre sanções a Portugal e Espanha, Jean-Claude Juncker disse esta terça-feira que não se pode voltar ao tempo da austeridade, garantindo que o Pacto de Estabilidade e Crescimento é para respeitar, mas afastando ao mesmo tempo a ideia de penalização

“Vamos aplicar o Pacto de Estabilidade com coração e inteligência”, afirmou o presidente da Comissão Europeia durante um discurso, esta manhã, no Parlamento Europeu.

Sobre as questões sociais levantadas face ao Brexit, Juncker referiu que a “Europa social vai encontrar um lugar nobre” no futuro, assegurando ainda que irá continuar a combater o euroceticismo.

“Não estou cansado, nem fatigado. Continuarei a lutar por uma Europa unida até ao fim”, declarou o líder do executivo comunitário, após alguns rumores da imprensa sobre o seu estado de saúde.

“Não sou um robô, uma máquina; sou humano, sou europeu e acho tenho que tenho o direito a dizer que lamento o resultado do referendo britânico”, insistiu.

Recorde-se que uma porta-voz da Comissão Europeia disse esta segunda-feira ao Expresso que o colégio de comissários só voltará a discutir eventuais sanções para Portugal e Espanha no início no próximo mês. Segundo o jornal “Le Monde”, Bruxelas estará a equacionar aplicar sanções aos dois países ibéricos na sequência de terem falhado as metas do défice.