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Governador do Rio de Janeiro alerta: “Jogos Olímpicos podem ser um fracasso”

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A poucas semanas do início dos Jogos Olímpicos, as obras na linha 4 do metro do Rio de Janeiro estão atrasadas

Mario Tama/GettyImages

Os fundos de emergência prometidos pelo Governo ainda não foram transferidos e Francisco Dornelles está preocupado. Garantir transportes e segurança são as prioridades

Com a contagem decrescente para o início dos Jogos Olímpicos a acelerar, crescem quase ao mesmo ritmo as dores de cabeça no Rio de Janeiro. E há quem não esconda a sua preocupação. É o caso do governador em exercício do estado, Francisco Dornelles, que em entrevista ao jornal “O Globo”, admite que se medidas corretas não forem tomadas rapidamente, o evento desportivo acabará por ser “um grande fracasso”.

Os fundos federais aprovados para fazer face às despesas com os transportes e a segurança não chegaram ainda, diz Dornelles, que apesar de garantir que está “otimista em relação aos Jogos”, entende que é seu dever “ser realista”.

Sem metros adequados (não estão terminadas as obras na linha 4), insiste o governador, as pessoas terão dificuldade para se deslocarem até aos locais onde acontecem as diferentes competições. E “como é que as pessoas se vão sentir protegidas numa cidade sem segurança?”, pergunta.

Já não bastavam as preocupações com o vírus Zika, o momento político que vive o Brasil ou a alta taxa de criminalidade no país, as notícias mais recentes somaram à lista a suspensão do laboratório responsável pela realização dos testes antidoping durante o Rio 2016 e a ‘aflição’ financeira.

Francisco Dornelles tem as contas feitas e diz que o estado apenas tem condições para cobrir as despesas com a polícia mais uns dias.

“Há o risco de a polícia parar”, afirmou, porque apesar do esforço para fazer esticar o orçamento, a verba disponível esgotar-se-á no final desta semana, explicou, sublinhando que os agentes não recebem as horas extraordinárias há mais de seis meses.

Já este mês, o governo do estado do Rio de Janeiro declarou o “estado de calamidade” por causa da grave crise financeira que está a afetar a preparação dos Jogos. A resposta do Governo foi a promessa de uma transferência de 2,9 mil milhões de reais (cerca de mil milhões de euros) em fundos de emergência.