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Diretor da Ryanair compara impacto do Brexit ao dos atentados do 11 de Setembro

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O diretor da Ryanair, Michael O'Leary, fizera campanha pela permanência do Reino Unido na União Europeia

GETTY

A cotação em bolsa das companhias aéreas tem sido das mais afetadas pelo resultado do referendo. O diretor da Ryanair diz que vão desviar os novos investimentos do Reino Unido para a União Europeia

“Nós vamos ter mais 50 aparelhos no próximo ano. Iremos nós colocar algum deles no Reino Unido? É altamente improvável”, afirma Michael O'Leary, diretor da Ryanair, em declarações ao “The Wall Street Journal” em que compara os efeitos do Brexit ao dos atentados do 11 de Setembro em Nova Iorque.

“Claramente, o Reino Unido vai ser abalado. O PIB e o PIB europeu. Vai haver três ou quatro meses de considerável incerteza. A libra caiu ao chão. Tem tudo uma sensação e características de um novo 11 de Setembro”, acrescenta o diretor da companhia irlandesa de voos de baixo custo, comparando o impacto económico dos resultados do referendo da passada quinta-feira aos dos atentados levados a cabo pela Al Qaeda em Nova Iorque em 2001.

A cotação em bolsa das companhias aéreas têm sido das mais afetadas. No campo das low cost, as ações da easyJet caíram 24% e as da Ryanair 23%.

A saída do Reino Unido também cria uma incerteza regulatória relativamente ao modo como as suas companhias poderão continuar a operar dentro do mercado de avião único da União Europeia.

O'Leary foi um dos destacados executivos que se empenhou na campanha pela permanência.

A Ryanair transportou 116 milhões passageiros no ano passado (40 milhões dos quais do Reino Unido) e espera chegar aos 180 milhões até 2024. Em sequência do resultado do referendo, a maior parte desse crescimento deverá passar a ocorrer no espaço na União Europeia e não do Reino Unido, refere o diretor da companhia ao “The Wall Street Journal”.