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Defensor do Brexit choca eurodeputados: “Nunca nenhum de vocês teve um trabalho a sério na vida”

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OLIVIER HOSLET / EPA

Nigel Farage foi esta tarde vaiado no Parlamento Europeu num discurso em que acusou os colegas de estarem, em negação sobre a União Europeia. “Quando cheguei aqui há 17 anos e disse que queria liderar uma campanha para o Reino Unido sair da UE, todos se riram de mim. Quem se está a rir agora?”, ironizou. No fim, acabou admoestado por Martin Schulz

Foi um dos momentos de maior tensão, esta manhã, no Parlamento Europeu, durante a discussão sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (UE). Os ânimos exaltaram-se na sessão plenária quando o líder do UKIP e um dos grandes defensores do Brexit, Nigel Farage, dirigiu acusações aos eurodeputados.

“Eu sei que virtualmente nenhum de vós teve alguma vez um trabalho sério nas vossas vidas. Mas ouçam, apenas”, declarou o eurodeputado, sob o protesto da maioria das bancadas.

O líder do partido britânico eurocético recordou ainda que os eurodeputados não acreditaram que este cenário do Brexit fosse possível, satirizando a situação. “Quando cheguei aqui [ao Parlamento Europeu] há 17 anos e disse que queria liderar uma campanha para o Reino Unido sair da UE, todos se riram de mim. Quem se está a rir agora?”, ironizou.

Nigel Farage defendeu que a União Europeia “está em negação” como projeto político, tendo sido uma deceção para os britânicos. “Nós queremos o nosso país de volta”, destacou.

Jean-Claude Juncker admitiu, por sua vez, estar perplexo por ainda ali encontrar o eurodeputado britânico. “De certa maneira, estou um pouco surpreendido por estar aqui. Você esteve a lutar pela saída, o povo britânico votou a favor a saída. Porque está ainda aqui?”, questionou o líder do executivo comunitário.

Antes, Junker defendera que é preciso respeitar a vontade soberana dos britânicos – expressa no referendo –, mas manifestou-se desiludido com o desfecho da consulta popular. “Não sou um robô, uma máquina; sou humano, sou europeu e acho tenho que tenho o direito a dizer que lamento o resultado do referendo britânico.”