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Internacional

Bangladesh acusa sete pessoas pela morte de trabalhador humanitário italiano

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Cesare Tavella foi morto a tiro em setembro e o Estado Islâmico reivindicou o ataque, mas governo do país diz que este partiu de grupos rebeldes e do partido na oposição

A polícia do Bangladesh acusou sete pessoas, incluindo um político da oposição, pela morte de Cesare Tavella, um italiano que trabalhava para uma organização humanitária e que foi assassinado em setembro, em Daca.

Apesar de o ataque ter sido reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico, o governo afirma que o Daesh não tem presença ativa no Bangladesh, pelo que acusa grupos locais e o partido na oposição, o BNP, pela morte de Tavella.

O italiano, que tinha 50 anos, trabalhava para uma ONG holandesa e foi baleado ao cair da noite, no bairro diplomático da capital. Ainda que os ataques a estrangeiros sejam raros no Bangladesh, uma série de episódios violentos têm acontecido nos últimos anos.

Ao todo, 40 pessoas foram assassinadas nesses ataques, que visaram, sobretudo, membros de minorias religiosas, académicos, ativistas pelos direitos dos homossexuais.

A oposição nega qualquer envolvimento e diz que as acusações do governo impedem uma real investigação às mortes, o que põe em cheque os próprios responsáveis no poder, que são responsabilizados por nada fazerem para proteger as minorias no país.