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Gudni Johannesson. De professor a Presidente da Islândia

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STRINGER/REUTERS

Celebra esta segunda-feira 48 anos, dia em que ficou confirmada a sua eleição como o sexto Presidente da Islândia. Historiador de formação, o novo chefe de Estado já sabe qual vai ser o primeiro compromisso da sua agenda: “Ir a França para ver a Islândia jogar contra a Inglaterra”

O historiador, estreante na política, Gudni Johannesson, é o novo Presidente da Islândia, que assim elegeu um novo chefe de Estado ao fim de 20 anos.

Mesmo antes de serem conhecidos os resultados definitivos - ganhou com 30% dos votos - o candidato já tinha reivindicado no sábado a vitória. “Os votos não estão todos contados, mas eu penso que ganhámos”, afirmou Gudni Th. Jóhannesson, que celebra esta segunda-feira 48 anos.

Todas as sondagens anteriores às eleições apontavam também para a vitória do historiador, numas eleições que se disputam apenas numa volta.

Gudni Th. Jóhannesson vai substituir Ólafur Ragnar Grímsson, de 73 anos, que está no cargo há vinte anos, um recorde neste país europeu de 330 mil habitantes.

Pai de cinco filhos, o até agora professor associado da Universidade da Islândia nasceu a 26 de junho de 1968, tornando-se o sexto Presidente do país.

Além de trabalhar como docente, publicou vários trabalhos académicos, incluindo obras sobre as guerras do bacalhau e sobre a presidência da Islândia.

A política islandesa foi este ano abalada pelos designados “Papéis do Panamá”, uma investigação jornalística relacionada com paraísos fiscais que provocou a demissão do primeiro-ministro Sigmundur David Gunnlaugsson. Por causa disso, a Islândia realiza eleições legislativas no outono.

A investigação também salpicou a família do Presidente e provocaram uma onda de protestos na Islândia.

Durante a campanha eleitoral, Gudni Th. Jóhannesson referiu-se ao caso e disse que pretendia superar o clima de confronto e deceção provocado pelas revelações.

Por outro lado, defendeu uma revisão constitucional para permitir referendos de iniciativa popular e propôs transformar o Presidente numa figura mais simbólica do que até agora.

Gudni Th. Jóhannesson é visto como um homem de consensos, sóbrio e independente. Por outro lado, e tal como a maioria dos islandeses, é um eurocético e hostil à adesão da Islândia à União Europeia.

O resultado do referendo britânico da passada quinta-feira, em que a saída do Reino Unido da União Europeia ganhou, “muda muito as coisas no bom sentido para os islandeses”, afirmou, após conhecer-se o resultado da consulta.

Em 2015, o Governo de centro-direita da Islândia retirou a candidatura do país à adesão à União Europeia que havia sido apresentada em 2009 por um Executivo de esquerda.

Johannesson disse à agência de notícias AFP que após a eleição, a primeira coisa que fará, “a mais importante, é ir a França [na nioite desta segunda-feira ] ver a Islândia jogar contra a Inglaterra”, afirmou.