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E se o inglês deixar de ser língua oficial da União Europeia?

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A ideia surgiu pela voz da presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais do Parlamento Europeu, Danuta Hubner. E explicou: “Se não temos Reino Unido, não temos inglês”

Danuta Hubner, em 2009, durante um encontro com o primeiro-ministro italiano

Danuta Hubner, em 2009, durante um encontro com o primeiro-ministro italiano

ANDREAS SOLARO/ Getty Images

O inglês é a língua mais falada na Europa (segunda no mundo) e, por isso mesmo, é o idioma principal das instituições europeias. No entanto, poderá deixar de ser uma das línguas oficiais. Com a saída do Reino Unido da UE, a presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais do Parlamento Europeu, Danuta Hubner, lembrou que o Brexit pode ser sinónimo de fim do inglês em Bruxelas.

“O inglês é a nossa língua oficial porque foi declarada pelo Reino Unido. Se não temos Reino Unido, não temos inglês”, disse em conferência de imprensa, esta segunda-feira, citada pela agência Reuters.

Cada Estado-membro tem o direito de nomear um idioma para a União Europeia. No caso do inglês, embora seja a língua oficial de três países, apenas foi proposto em Bruxelas pelo Reino Unido. A Irlanda apresentou o irlandês (também conhecido por gaélico irlandês), enquanto Malta declarou a língua maltesa.

Ou seja, se o Reino Unido saí significa que a única proposta do inglês como língua oficial também desaparece. Claro, é uma questão mais burocrática do que prática. A própria presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais do Parlamento Europeu admitiu, pois muito provavelmente continuará a ser o idioma de trabalho entre os 27.

Atualmente, os documentos legais da União Europeia são traduzidos em 24 idiomas, incluindo português. Até à década de 90 do século passado, era o francês que reinava entre as instituições europeias, Segundo a Reuters, foi com a chegada da Suécia, Finlândia e Áustria que se adotou língua de Sua Majestade.