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Armas dos EUA estão a ser vendidas no mercado negro na Jordânia

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Getty Image

Armamento que os norte-americanos e os sauditas enviaram para os rebeldes sírios que combatem o regime de Bashar al-Assad foi roubado por membros da secreta jordana e vendido a tribos rurais, a redes criminosas e a outros grupos de crime organizado fora do país

O armamento que a CIA e a Arábia Saudita enviaram para a Jordânia a fim de o fazer chegar aos rebeldes sírios que estão há cinco anos a lutar para derrubar Bashar al-Assad tem sido sistematicamente roubado por operativos da agência de serviços secretos jordana e vendido a traficantes de armas no mercado negro.

A informação foi avançada por oficiais norte-americanos e jordanos, com a Al-Jazeera a noticiar que uma investigação ao tiroteio que, em novembro, resultou na morte de dois americanos e de três jordanos em instalações de treino da polícia em Amã, a capital da Jordânia, foi levado a cabo com algumas dessas armas roubadas.

Segundo o canal qatari, com base numa investigação conjunta com o "New York Times", o roubo sistemático de milhões de dólares em armamento americano e saudita acabou há alguns meses após queidas dos dois governos. Entre as armas contam-se Kalashnikovs, morteiros e lança-granadas, que nos últimos meses inundaram o mercado negro de armamento.

Os investigadores não conhecem o paradeiro da maioria dessas armas, mas de acordo com a Al-Jazeera e o NYT várias redes criminosas e tribos rurais jordanas compraram algumas delas para aumentarem os seus arsenais.