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Valls: “Não deverá ser concluído qualquer acordo de comércio livre se este não respeitar os interesses da UE”

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CHRISTOPHE SAIDI/ EPA

O primeiro-ministro francês defendeu que as negociações da parceria entre a União Europeia e os Estados Unidos “não vão no bom sentido”. A Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento tem sido tratada com grande secretismo

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, considerou hoje que "não deverá haver acordo para uma parceria transatlântica" de comércio e investimento (TTIP) entre a União Europeia e os Estados Unidos, uma vez que as negociações "não vão no bom sentido".

"A partir deste momento, não deverá ser concluído qualquer acordo de comércio livre se este não respeitar os interesses da União. A Europa deve ser firme. A França assim o fará. E eu digo, francamente, não pode haver um acordo de acordo de parceria transatlântica. Este acordo não vai no bom sentido", afirmou o chefe do Governo francês.

Este acordo sobre o TTIP "impunha (...) uma visão que seria prejudicial para a nossa economia" sublinhou Valls, denunciando a "escolha dramática" que representou a supressão das quotas leiteiras durante o mandato do antigo ministro da Agricultura, Bruno le Maire, e candidato às presidenciais de 2017.

Negociado com grande secretismo desde meados de 2013, a Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento visa suprimir as barreiras comerciais e regulamentares entre a União Europeia e os Estados Unidos para criar uma vasta zona de comércio livre que deveria impulsionar a economia, mas que tem sido criticado pela sua falta de transparência pelo impacto que poderia ter na agricultura ou no ambiente.

  • O assunto mais aborrecido com que todos deviam estar preocupados

    O acordo de comércio que está a ser negociado pelos EUA e pela UE desde 2013 ganhou destaque esta semana quando a Greenpeace divulgou documentos confidenciais que demonstram as pressões exercidas sobre a Comissão Europeia para baixar as regulações europeias de comércio e investimento. Este é provavelmente o tema mais denso alguma vez debatido dentro da UE. E isto é aborrecido? Talvez. Mas é incrivelmente importante que saiba o que está a acontecer