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Mais de 36 milhões de espanhóis votam este domingo

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Espanhóis a residirem no Uruguai votaram alguns dias antes

JUAN IGNACIO MAZZONI/EPA

As urnas já abriram e os espanhóis vão tentar desbloquear o impasse político que se vive desde as eleições de 20 de dezembro, em que nenhum dos partidos mais votados foi capaz de formar governo

As urnas abriram há minutos em Espanha. Seis meses depois das eleições que nada resolveram, o país vai hoje de novo a votos.

Mais de 36,5 milhões de espanhóis são chamados a ir às urnas para escolher os 350 deputados e 208 senadores que irão tentar desbloquear o atual imbróglio político.

Nos últimos seis meses, os partidos foram incapazes de chegar a acordo para a formação de um Governo.

As últimas sondagens, publicadas no passado fim de semana, davam conta de que o PP (Partido Popular, de direita), do chefe do governo de gestão, Mariano Rajoy, deverá continuar a ser o mais votado, chegando aos 30% dos votos, quando nas últimas eleições, em dezembro, alcançou 28,7%.

A grande surpresa poderá ser o Unidos Podemos (uma aliança de esquerda, comunistas, ecologistas e partidos regionais), que as sondagens indicam poder chegar aos 26% dos votos e ultrapassar o PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), que nos últimos 35 anos alternou à frente do Governo espanhol com o PP.

O PSOE poderá ser o fiel da balança, com as sondagens a darem-lhe cerca de 21% dos votos, quando em dezembro obteve 22%, e a ter de tomar a difícil decisão de se coligar à esquerda ou à direita, o que lhe poderá tirar ainda mais votos para o futuro.

Estas eleições têm um custo para o Estado de 130,6 milhões de euros, uma quantia que é praticamente idêntica à gasta nas últimas eleições de 20 de dezembro.

As assembleias de voto abriram às 09:00 (08:00 em Lisboa) e encerram às 20:00 (19:00), com os resultados praticamente definitivos a serem conhecidos cerca das 22:30 (21:30), segundo fontes responsáveis pelo escrutínio.