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Iglesias: “Vamos ganhar, mas mantenho a mão estendida ao PSOE”

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LUCA PIERGIOVANNI/EPA

O líder do Podemos diz que quer tirar do governo “Mariano Rajoy e as suas políticas” e defende que não é benéfico “para ninguém” a realização de terceiras eleições

O líder do Unidos Podemos, Pablo Iglesias, manifestou-se este domingo confiante na vitória nas legislativas em Espanha e voltou a estender a mão ao PSOE para tirar do governo "Mariano Rajoy e as suas políticas".

Em declarações aos jornalistas depois de exercer o seu direito de voto no instituto Tirso de Molina, no bairro madrileno de Vallecas, Iglesias reiterou que se está a consolidar "uma nova transição" em Espanha e que esta noite as eleições vão colocar o país numa nova direção.
"Vamos ganhar, mas, em qualquer caso, mantenho a mão estendida ao Partido Socialista" Operário Espanhol (PSOE), afirmou o líder do Unidos Podemos, sublinhando que "ninguém quer" a realização de terceiras eleições.

O candidato do Unidos Podemos afirmou ainda que "o que convém" a Espanha é um governo de coligação entre o Unidos Podemos e o PSOE, que consiga "tirar Mariano Rajoy e as suas políticas da Moncloa", a sede do Governo espanhol.

"A história não pode parar e fomos chamados a governar", afirmou.

Iglesias manifestou-se finalmente "muito tranquilo" em relação aos resultados que serão conhecidos esta noite, considerando que os eleitores "não acreditam no apelo ao medo", porque sabem que querem "um governo sério e responsável".

As assembleias de voto abriram pelas 9:00h locais (8h em Lisboa) para recolher os votos dos mais de 36,5 milhões de eleitores, que decidirão a distribuição dos 350 lugares do Congresso dos Deputados e dos 208 do Senado.

Nestas eleições legislativas há 22.953 assembleias de voto, espalhadas por 52 subscrições para o Congresso dos Deputados e 59 para o Senado, que encerram às 20:00 (19:00 em Lisboa), exceto nas ilhas Canárias, onde todo o processo decorre uma hora mais tarde.

Desde as eleições de 20 de dezembro, os partidos políticos foram incapazes de chegar a acordo para assumir as responsabilidades governativas.