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Espanha: O minuto a minuto da noite eleitoral espanhola

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Seis meses depois das últimas eleições, das quais resultou um impasse governativo, Espanha foi de novo a votos. O PP voltou a vencer, e até aumentou o número de votos e de deputados, mas continua a não haver uma maioria clara. Tudo depende agora do PSOE, que conseguiu impedir a subida do Unidos Podemos e manteve o segundo lugar. Recorde aqui a noite eleitoral

Cátia Bruno

Cátia Bruno

Jornalista

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ELOY ALONSO

23h39 - "Agora trata-se de sermos úteis ao povo espanhol", diz Rajoy. "Aos que votaram em nós e aos que não votaram." Amanhã o desafio é outro, com o início das negociações para perceber se é desta que Espanha terá um novo Governo. Nós ficamos por aqui e encerramos este minuto a minuto da noite eleitoral espanhola. Obrigada por nos ter acompanhado!

23h26 - Mariano Rajoy começa por dizer que este é o discurso mais difícil da sua vida. Agradece aos seus apoiantes e é perentório quanto ao resultado: "Ganhámos as eleições e reclamamos o direito de governar", declara, assegurando contudo que a partir de amanhã terá de "falar com toda a gente".

23h17 - Os apoiantes do PP festejam este resultado:

23h12 - E falta apenas ouvir a reação de Mariano Rajoy. Entretanto, fica a notícia que o PP revalidou a sua maioria no Senado espanhol:

23h05 - Albert Rivera, líder do Ciudadanos, também já reagiu a estes resultados. "Não vou dizer como os outros que estamos muito satisfeitos. Com oito décimas a menos temos dez lugares a menos", admitiu Rivera, dizendo no entanto que está aberto a negociar uma solução de Governo: "Com uma condição: não podemos pôr os lugares [no Governo] à frente. Se assim for, o Ciudadanos estará na oposição."

22h33 - "Não estou satisfeito. Nós, socialistas, queríamos ganhar estas eleições e não o conseguimos. Contudo, somos a primeira força política da esquerda", diz Sánchez.

22h30 - Pedro Sànchez, líder do PSOE, já fala: "Espero que o senhor Iglésias reflita sobre estes resultados."

22h18 - Pablo Iglésias, líder do Unidos Podemos, já reagiu a estes resultados: "Não são satisfatórios para nós. Preocupa-nos a perda de apoios do bloco progressista. Preocupa-nos que o bloco conservador das direitas e o PP somaram mais apoios. É momento de refletir."

22h16 - Com os votos quase todos contados, fica desde já esta informação: o PP e os catalães da Esquerda Republicana foram os únicos partidos cujo número de votos aumentou face a dezembro:

21h50 - A afluência às urnas afinal aumentou já perto do fecho. Isto porque a participação eleitoral afinal está perto dos 70% - um valor até acima do de outras eleições no passado, como se pode ver neste gráfico interativo.

21h36 - Com 87% dos votos contados, parece que vamos ter um cenário em muito semelhante ao que saiu das eleições de dezembro. É tempo das primeiras análises. Carlos E. Cué, jornalista do "El País", arrisca a sua: "A baixa participação [está nos 70%] e o fracasso da tentativa de pacto do centro-esquerda beneficiaram claramente o PP. Haverá Governo? O PSOE decide."

21h28 - Com 76% dos votos apurados, estas são as previsões em número de deputados:

PP - 136
PSOE - 89
Unidos Podemos - 71
Ciudadanos - 29

21h16 - O Unidos Podemos faz nova reação e modera o entusiasmo do início da noite. Iñigo Errejón, porta-voz do Podemos no Congresso, admite que os resultados até agora "não são bons", nem o que o partido esperava. "Continuaremos com a mão estendida para que se forme um Governo de progresso", garante.

21h04 - E o mapa já se alterou! O PP passou para a frente na região da Andaluzia, onde o PSOE tem uma forte implantação. Vamos ver se este resultado se confirma no final da noite.

20h57 - Aqui o mapa dos resultados por região, até ao momento:

20h51 - No entanto, o Podemos conta com mais lugares no Parlamento, devido às suas outras alianças com partidos mais pequenos. Ao todo, o Unidos Podemos deverá contar com 70 lugares a seu favor, tendo em conta os resultados atuais.

20h47 - Mais de metade dos votos já estão contados. Os resultados provisórios até agora - entre parênteses o número de deputados saído das eleições de dezembro:

PP - 31,4% - 133 deputados (123)
PSOE - 23,9% - 93 deputados (90)
Unidos Podemos - 12,9% - 44 deputados (69)
Ciudadanos - 11,8% - 29 deputados (40)

20h41 - Para o politólogo espanhol José Fernández-Albertos, do Instituto de Políticas e Bens Públicos, o mais provável é que a tendência dos votos contados até agora se confirme no resultado final:

20h36 - Com 40% dos votos contados, o PSOE mantém-se à frente do Unidos Podemos (24% vs. 13%). Terão as sondagens errado ao prever o fim do bipartidarismo em Espanha? É esperar para ver. Pode acompanhar a contagem dos resultados em direto aqui.

20h31 - O jornalista do "El Mundo" Víctor Mondelo dá conta de que no quartel-geral do PP catalão se celebra o aparente desastre do Ciudadanos:

20h26 - Com 22,6% dos votos escrutinados, o PP mantém-se na frente, com 30% dos votos, e o PSOE (24,2%) continua à frente do Unido Podemos (13,5%), pelo menos por enquanto. O "La Vanguardia" dá conta de que por região, e a manter-se esta tendência, o PP segue a ganhar em todas as regiões, excepto na Andaluzia e na Estremadura (onde vence o PSOE), na Catalunha (onde vence o En Comú Podem, uma coligação de vários partidos de esquerda onde se inclui o Podemos) e no País Basco (Unidos Podemos).

20h19 - Enquanto esperamos por mais resultados, aqui ficam algumas das fotos do dia:

1 / 11

CESAR MANSO

2 / 11

JOSE JORDAN

3 / 11

Pablo Blazquez Dominguez

4 / 11

CRISTINA QUICLER

5 / 11

Pablo Blazquez Dominguez

6 / 11

Denis Doyle

7 / 11

TONI ALBIR

8 / 11

ANDREA COMAS

9 / 11

JUAN MEDINA

10 / 11

SUSANA VERA

11 / 11

ELOY ALONSO

20h09 - E começa a contagem dos votos: com 8,85% dos votos escrutinados, o PP segue à frente com 30% dos votos, PSOE 24%, Unidos Podemos 14% e Ciudadanos 9%.

19h53 - Alberto Garzón, o líder da Izquierda Unida, faz uma primeira reação em nome do Unidos Podemos. Embora peça "prudência", por estes dados se tratarem apenas de projeções, Garzón não hesita em lançar o repto ao PSOE: "a confirmarem-se estas sondagens, estaremos perante uma oportunidade histórica para o país", diz. "Poderemos ter um Governo de esquerda."

19h42 - Aqui fica a comparação em percentagem destas projeções com os resultados de dezembro. Um pormenor importante: o Podemos é o único partido que melhora o resultado.

19h40 - Numa altura em que ainda aguardamos resultados (só começarão a ser conhecidos a partir das 20h, quando fecharem as urnas nas ilhas Canárias) e em que o PP parece ter voltado a vencer - mas sem maioria -, é boa hora para ler o interessante artigo da edição europeia do "Politico" sobre Mariano Rajoy e a sua "política de inércia".

19h30 - Do lado do Unidos Podemos, fala-se em "cautela", segundo conta o "El País". Ramón Espinar, porta-voz do partido no Senado, diz ao diário espanhol: "A nossa decisão é a mesma, a de um Governo de mudança e de progresso."

19h26 - Quem não está nada bem nestas sondagens é o Ciudadanos, que, a confirmarem-se estas projeções, pode perder até 10 deputados. Na sede de campanha do partido, pede-se paciência e reforça-se a ideia de que as sondagens já se enganaram no passado, como conta o "El Periódico".

19h24 - Membros da equipa de Sánchez pedem calma, segundo dá conta o jornalista do "El Español" Daniel Basteiro. "A noite será longa", dizem.

19h21 - Em suma, tendo em conta os números das sondagens, há dois cenários que parecem colocar-se em cima da mesa: PSOE viabiliza um Governo do PP ou PSOE viabiliza um Governo à esquerda, do Unido Podemos. Em qualquer uma das situações, o resultado é um verdadeiro pesadelo para Pedro Sánchez, que pode vir a demitir-se. Afinal de contas, é a primeira vez na História de democracia espanhola que o PSOE perde o lugar de um dos dois partidos mais votados.

19h14 - Aqui fica a comparação destas sondagens com os resultados de dezembro, em número de deputados:

19h11 - E as restantes sondagens apontam na mesma direção. O estudo da GAD3 dá os seguintes resultados:

PP - 30,4% (121-124)
Unidos Podemos - 24,8% (87-89)
PSOE - 21,8% (84-86)
Ciudadanos - 13,2% (29-32)

19h03 - E já é conhecida a primeira sondagem à boca das urnas, da TVE. A confirmarem-se estes resultados, o Unidos Podemos assume-se como líder da esquerda, à frente do PSOE:

PP - 28,4% (117-121 lugares)
Unidos Podemos - 25,6% (91-95)
PSOE - 22% (81-85)
Ciudadanos - 11,79% (26-30)

8h59 - São muitos os jornalistas que se concentram na sede do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e não é para menos: podem ser os socialistas a desbloquear o impasse e a permitir a formação de um Governo, decidindo se viram à direita ou à esquerda. Mas as sondagens prevêm que apesar desse papel de fiel da balança, o PSOE pode bem ficar atrás do Unidos Podemos (coligação Podemos-Izquierda Unida). O "El Español" explica os vários cenários que o partido de Pedro Sánchez - e toda a Espanha, por arrasto - pode enfrentar esta noite.

18h47 - A 15 minutos do fecho das urnas, alguns espanhóis fazem fila para poder votar:

18h45 - Para quem quiser perceber quão complicada é a matemática para formar uma maioria no Parlamento espanhol atualmente, o jornal "La Vanguardia" criou uma aplicação para que os leitores tentem formar as suas próprias maiorias. Se as sondagens estiverem certas, provavelmente a dificuldade destas combinações será a mesma. Mas em democracia por vezes há surpresas. Veremos como corre esta noite.

18h35 - O jornalista do "El País" Javier Ayuso avança com uma primeira análise sobre a fraca participação eleitoral e dá duas hipóteses: "Ou os espanhóis se fartaram de tantas eleições e a participação final ficará abaixo dos 70%, ou é verão e as horas que vão das 12 às 18 não são boas para sair de casa e ir votar." Daqui a pouco saberemos a resposta.

18h30 - Boa tarde! Espanha vai hoje a votos para eleger 350 deputados, 208 senadores e, possivelmente, para permitir a eleição de um novo Governo. A meia hora do fecho das urnas, os números dão conta de uma participação eleitoral muito baixa: 51,2%, um número bastante inferior ao registado em dezembro (58,2%), aquando das últimas legislativas, e o mais baixo a registar na História democrática do país. O Expresso irá acompanhar esta noite eleitoral ao minuto e tentar compreender que cenário político sairá deste ato eleitoral.