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Passos Coelho: “Como portugueses estamos convictamente na Europa e no projeto europeu”

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João Relvas/ Lusa

Lembrando que não se pode “dramatizar” a situação, o líder do PSD disse que respeita a decisão dos britânicos mas que a visão que Portugal tem da UE é diferente. Referiu ainda que processo de negociação que agora começa não deve ter “qualquer intenção punitiva”

Sem dramatismos ou intenções de punição, é assim que Pedro Passos Coelho defende que deve ser encarada a “decisão soberana” dos britânicos em deixar a União Europeia. Esta sexta-feira à tarde, na sede do PSD em Lisboa, o líder do maior partido da oposição comentou os resultados do referendo no Reino Unido e lembrou a “antiga aliança” entre ingleses e portugueses.

“Creio que não devemos dramatizar a situação. O Reino Unido pode ter saído da União Europeia, mas não saiu da Europa”, disse Passos Coelho. “Hoje é importante reafirma que como portugueses estamos convictamente na Europa e no projeto europeu, que tem representeado para Portugal um progresso, modernidade e estabilidade”, acrescentou

Agora as negociações para a saída começam a marchar. Passos reafirmou a confiança nos “líderes europeus e também a liderança do Reino Unido”, que saberão como lidar o processo de saída. É importante, defendeu o social-democrata, chegar às negociações com “espírito construtivo e afastando qualquer intenção punitiva daquilo que foi a manifestação da vontade” dos britânicos.

“Devemos colocar todas as energias trabalhando de forma a preparar a decisão que terá de ser tomada para organizar esta saída, não colocando em causa a relação muito estreita que existe entre todos os países, em particular entre o Portugal e o Reino Unido”, defendeu Passos.

O líder do PSD referiu ainda que as negociações não devem ser apressadas, sob pena de se começar a sentir um “efeito de contágio político por outros países”.