Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Santos Silva: Eventual permanência é “vitória política”

  • 333

Gonçalo Rosa da Silva

O ministro dos Negócios Estrangeiros acredita que do acordo de fevereiro, entre o Executivo britânico e a União Europeia, “não resultará nenhum problema para as comunidades portuguesas que não seja gerível e solucionável”

O ministro dos Negócios Estrangeiros português defendeu esta quinta-feira que a eventual vitória do "Sim" no referendo sobre a manutenção do Reino Unido na União Europeia representa "uma vitória política" e afastou problemas para a comunidade portuguesa naquele país.

"Se os cidadãos britânicos tiverem optado pela permanência, será uma vitória política para toda a Europa e para o Reino Unido, em particular, mas vamos aguardar os resultados", disse aos jornalistas Augusto Santos Silva, numa altura em que a última sondagem aponta para a vitória do "Sim" com 52%.

O ministro reiterou o empenho do Governo português num acompanhamento da aplicação do acordo, de fevereiro passado, entre os 27 Estados-membros e o executivo britânico e disse acreditar que "não resultará nenhum problema para as comunidades portuguesas que não seja gerível e solucionável", desde que se contenha naquilo que foi acordado.

"Qualquer que seja o resultado, os interesses dos emigrantes e das comunidades portuguesas no Reino Unido estão a ser bem defendidos pelo Governo e serão acautelados pelo Governo no próximo futuro", acrescentou Santos Silva, que falava aos jornalistas à saída do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, à chegada de Bruxelas, onde hoje se reuniu com vários comissários europeus.

"Se, como espero, a decisão do Reino Unido for no sentido da permanência, o que nós temos de fazer é acompanhar com muito cuidado e de forma muito próxima o processo subsequente de tradução em legislação própria do acordado no Conselho de fevereiro entre 27 Estados-membros e o Governo britânico, com uma preocupação muito simples e muito clara: é que a concretização do que foi acordado se contenha nos limites do que foi acordado", disse o chefe da diplomacia portuguesa.

Santos Silva acrescentou: "Se se contiver, como certamente se vai conter, julgo que não resultará nenhum problema para as comunidades portuguesas que não seja gerível e solucionável".