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Egyptair. Caixas negras estão danificadas e serão reparadas em França

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MOHAMED ABD EL GHANY / Reuters

Após a reparação, as memórias das caixas serão reenviadas para o Cairo, para que se efectue a análise de dados, em laboratórios do ministério da Aviação civil

As memórias das duas caixas negras do Airbus da Egyptair que se despenhou no Mediterrâneo há um mês estão "danificadas" e vão ser reparadas em França a partir da próxima semana, anunciou esta noite a comissão de inquérito egípcia.

Apenas as análises dos registos de voo poderão revelar as causas da queda do A320 que caiu no mar com 66 pessoas a bordo, incluindo 30 egípcios, 15 franceses e um cidadão português, após ter desaparecido subitamente dos ecrãs dos radares, na noite do passado dia 18 de maio.

"As memórias dos dois registos de voo estão danificadas", afirmou a comissão em comunicado. "A comissão de inquérito desloca-se a França na próxima semana com os circuitos elétricos das duas caixas negras para as reparar no laboratório do Gabinete de inquéritos e Análises (BEA) e eliminar os depósitos de sal", acrescenta o texto.

Após a reparação, as memórias serão "reenviadas para o Cairo onde deve ser efetuada a análise de dados em laboratórios do ministério da Aviação civil", segundo o comunicado.

O "Cockpit Voice Recorder (CVR), que assinala as conversações no 'cockpit', e o 'Flight Data Recorder' (FDR), que regista todos os parâmetros de voo, foram recuperados "em fragmentos" na semana passada pelo "John Lethbridge", um navio da companhia francesa Deep Ocean Search (DOS).