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Coreia do Norte diz que o seu novo míssil consegue destruir alvos dos EUA no Pacífico

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Kim Jong-Un, líder da Coreia do Norte, durante uma parada militar em Pyongyang, em outubro de 2015.

ED JONES/Getty Images

Depois de cinco falhanços consecutivos em testes de mísseis Musudan nas últimas semanas, o regime norte-coreano garantiu que teste de quarta-feira foi um sucesso, com Kim Jong-un a gabar-se da “capacidade garantida” do seu regime para atacar inimigos na região

Kim Jong-un vangloriou-se na quarta-feira da "capacidade garantida" da Coreia do Norte para atacar alvos militares dos Estados Unidos no Pacífico, após o seu exército ter executado, aparentemente com sucesso, um teste de um dos seus mísseis de médio-alcance Musudan.

Monitorizando pessoalmente o novo teste, que se seguiu a uma série de testes falhados nas últimas semanas, o líder norte-coreano falou esta quarta-feira num "grande evento" que vem melhorar em larga medida as capacidades do país em lançar um ataque nuclear preventivo. De acordo com a agência estatal norte-coreana KCNA, Kim declarou que a Coreia do Norte tem agora "capacidades asseguradas para atacar no geral e de uma forma prática os americanos que estão no teatro de operações do Pacífico".

Depois dos cinco testes de mísseis falhados, o segundo de dois mísseis Musudan disparados na quarta-feira terá voado cerca de 400 quilómetros — o equivalente a metade da distância entre a costa norte-coreana e a ilha nipónica de Honshu — antes de se desintegrar e cair no Mar do Japão.

De acordo com especialistas da área da Defesa, o alcance teórico dos Musudan situa-se entre os 2500 e os 4000 quilómetros, o que permite que este tipo de mísseis atinjam alvos da região como a Coreia do Sul, o Japão e o território norte-americano de Guam.

Tóquio liderou as críticas ao regime norte-coreano, demonstrando-se preocupado com a crescente ameaça militar perante o mais longo voo de um mísseil Musudan. "A ameaça ao Japão está a intensificar-se", declarou o general Nakatani, ministro japonês da Defesa.

No rescaldo do disparo de míssil, o Conselho de Segurança da ONU reuniu-se em Nova Iorque para discutir uma resposta ao regime norte-coreano, com o chefe da Defesa americana, Ashton Carter, a dizer que os testes sulinham a necessidade de Washington e os seus aliados responderam rapidamente à ameaça enviando sistemas de defesa de mísseis para a região.

“Não sei se [o teste] foi ou não um sucesso, não sei quais eram os objetivos do teste para os norte-coreanos, mas por qualquer razão, e com qualquer nível de sucesso, isto demonstra a necessidade de continuarmos a fazer o que estamos a fazer, que é construir defesas anti-mísseis de várias gamas para proteger tanto os nossos aliados sul-coreanos, como as forças dos EUA na península coreana, o Japão e o território norte-americano", delcarou o general.

No início do mês, as autoridades norte-americanas tinham confirmado que vão enviar para o Pacífico o sistema Terminal High Altitude Area Defensa (Thaad) e informado que um anúncio formal desse envio estava para breve, apesar da oposição da China à instalação desse escudo antimísseis na região.

Esta quarta-feira, o porta-voz de Ban Ki-moon descreveu o lançamento de mísseis balísticos como "um ato irresponsável e desavergonhado" da Coreia do Norte que desafia as resoluções do Conselho de Segurança que proíbem Pyongyang de usar essa tecnologia. "A contínua busca de armas nucleares e mísseis balísticos só vai minar a segurança e falhar em melhorar as vidas dos cidadãos norte-coreanos", disse Farhan Haq.