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Distúrbios na África do Sul deixam 25 mil pessoas sem eletricidade

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A região de Gauteng está a ferro e fogo desde que os munícipes de Tshwane reagiram à nomeação pelo ANC do novo candidato a presidente da câmara para as eleições regionais de agosto

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

Desde esta terça-feira que um quarto de milhar de consumidores ficaram sem fornecimento de eletricidade no coração dos distúrbios civis que irromperam em Tshwane, na província de Gauteng, centro da África do Sul.

Os protestos foram desencadeados pelo anúncio do nome escolhido pelo ANC (Congresso Nacional Africano) para a municipalidade de Tshwane: Thoko Didiza deverá substituir o atual presidente da câmara, Kgosientsho Ramokgopa, após o escrutínio de agosto. Segundo analistas citados pela BBC, a tensão decorre de fações dentro do próprio partido e os distúrbios envolveram barricadas feitas de pneus a arder.

A companhia de eletricidade Eskom teve de enviar um equipa de segurança para a localidade situada perto da capital, Pretória, para tentar reparar um transformador na central situada no coração dos protestos, Tshwane, zona que está mergulhada em escuridão desde esta terça-feira.

O transformador da subestação central de Mapopane Oriental deixou de funcionar na tarde desta terça-feira, afentando outras subestações e afetando 25 mil pessoas, declararam responsáveis Eskom ao diário sul-africano “Mail & Guardian”.

A polícia e pessoal de emergência prepararam-se desde a madrugada desta quarta-feira para mais um dia de insurreição civil em Tshwane, que se seguiram a uma noite tumultuosa. A mancha de protestos espalha-se pela região metropolitana que deverá vir a ser gerida pelo novo edil anunciado pelo ANC, tendo os seus promotores incendiado autocarros, saqueado centros comerciais e lojas de proprietários estrangeiros nos towships.

O “Mail & Guardian” sublinha ainda o dano que estes protestos podem causar à imagem da África do Sul no momento em que o país está a seis meses de ver a revisão da classifficação da sua dívida pelas agências de notação internacionais.