Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Ministro alemão quer levantamento gradual de sanções à Rússia

  • 333

Adam Berry / Getty Images

“As sanções não são um fim em si mesmas. Devem antes ser um incentivo para a mudança de comportamento”, afirmou Frank-Walter Steinmeier este domingo. “Uma abordagem de tudo ou nada, mesmo que soe bem, não funciona”

Se houver progressos significativos no processo de paz na Ucrânia, a União Europeia (UE) deve levantar gradualmente as sanções contra a Rússia. Foi isto que defendeu este domingo o ministro dos Negócios Estrangeiros Frank-Walter Steinmeier, em entrevista à rede de jornais RedaktionsNetzwerk Deutschland (RND).

“As sanções não são um fim em si mesmas. Devem antes ser um incentivo para a mudança de comportamento”, afirmou. “Uma abordagem de tudo ou nada, mesmo que soe bem, não funciona.”

As declarações de Steinmeier são o reflexo da divisão de opinião dentro da coligação alemã entre a esquerda e a direita sobre a abordagem que deve ser adotada em relação à Rússia. Steinmeier e os sociais-democratas defendem uma abordagem de maior diálogo com Moscovo, enquanto os conservadores de Merkel apostam numa abordagem mais firme. A chanceler alemã tem afirmado que estas apenas devem ser eliminadas quando após a implementação total dos acordos de Minsk (acordos para a paz do leste da Ucrânia).

As sanções da UE, Estados Unidos (EUA) e Canadá foram implementadas na sequência da anexação russa da Crimeia em março de 2014, incidindo sobre os setores da banca, energia e militar. Esta sexta-feira foram prorrogadas por mais um ano.

Apesar de ter existido um acordo entre os 28 Estados-membros para a aprovação das sanções no Conselho Europeu, nem todos são a favor do seu prolongamento - uma vez que estas também têm impacto sobre os países da UE, dada a interdependência económica entre estes e Moscovo e as sanções de retaliação por parte da Rússia.