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Facebook e Twitter bloqueados na Argélia para impedir vigarice nos exames

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reuters

É a última medida para combater um problema que em certos países é endémico

Luís M. Faria

Jornalista

As autoridades da Argélia bloquearam temporariamente vários sites de social media, incluindo o Twitter e o Facebook, durante a realização de um exame final de liceu. Também a rede 3G do país sofreu cortes. O objetivo é evitar a repetição do que aconteceu há duas semanas, quando o exame em causa foi cancelado à última hora por se ter percebido que uma fuga de informação permitira que as perguntas, ou parte delas, já circulassem na internet – acompanhadas pelas respetivas respostas.

Uma fonte oficial admitiu à agência noticiosa estatal que "o corte nos social media está diretamente relacionados com os exames parciais de bacharelato que se realizam no domingo. Isto é para proteger os estudantes da publicação de falsos documentos”. No princípio deste mês, já tinham sido presas dezenas de pessoas em relação com o assunto.

O problema da fraude nos exames parece ser endémico em países como a Argélia e o Egito (onde o presidente Al-Sisi publicou há meses um decreto que estabelece penas de prisão). Noutras zonas do mundo o fenómeno também atinge proporções alarmantes, como se viu pela famosa imagem, surgida o ano passado na imprensa internacional, de dezenas de indianos pendurados nas janelas de um edifício a passarem respostas aos seus filhos e sobrinhos que faziam exames lá dentro.

Para alguns estudantes argelinos e egípcios, a questão é mais simples. Antes ver as respostas de graça na net do que ter de entregar cem mocas a um professor, explicou um deles a um jornalista.