Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Suspeito da morte de deputada britânica gritou em tribunal: “Morte aos traidores” e “liberdade para o Reino Unido”

  • 333

NEIL HALL/REUTERS

Thomas Mair recusou confirmar a sua identidade durante o interrogatório no tribunal de Westminster. Presumível homicida da deputada trabalhista terá problemas mentais

O principal suspeito da morte da deputada do Partido Trabalhista Jo Cox disse este sábado em tribunal que se chama “Morte aos traidores, liberdade para o Reino Unido”. Thomas Mair recusou-se a confirmar a sua identidade durante o interrogatório no tribunal de Westminster, limitando-se a gritar essa frase.

“Tendo em conta o nome que ele acaba de dar, ele deve ser visto por um psiquiatra”, declarou a magistrada-chefe adjunta, Emma Arbuthnot, citada pelo “Guardian”. A magistrada anunciou ainda que o arguido continuará sob custódia até se voltar a apresentar ao juiz, o que irá acontecer já próxima segunda-feira no Tribunal Central Criminal de Old Baley, em Londres.

O britânico, de 52 anos, foi formalmente acusado na sexta-feira do crime de homicídio da deputada trabalhista, enfrentando outras acusações como posse de arma de fogo com intenção de cometer uma infração grave e posse de uma arma ofensiva e lesões corporais graves.

Neste momento, as autoridades britânicas tentam descobrir as motivações que levaram o presumível homicida ao crime. Na sexta-feira, o chefe da polícia de Yorkshire, Nick Wallen, afirmou que nenhuma hipótese está descartada e que estão a ser apuradas as informações que sugerem que o indivíduo tem problemas mentais e defendia ideais neonazis.

Jo Cox, de 41 anos, foi esfaqueada e baleada na quinta-feira quando saía da biblioteca de Birstall e segundo testemunhas, o atacante gritou “Grã-Bretanha primeiro, Grã-Bretanha primeiro”. A deputada trabalhista era defensora da manutenção do Reino Unido na União Europeia, tendo já recebido ameaças de morte por parte de adeptos do Brexit durante a campanha do referendo.