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Arcebispo americano acusado de agir ao estilo da máfia

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O arcebispo da Filadélfia terá levado longe de mais as pressões para impedir a aprovação de legislação que prolongue o período em que as vítimas de abusos sexuais possam apresentar queixa

A Igreja Católica na Pensilvânia, Estados Unidos, está a ser acusada de usar uma estratégia de intimidação, semelhante à da máfia, para pressionar os deputados católicos no sentido de inviabilizarem uma alteração legislativa que irá prolongar a idade até à qual aqueles que foram vítimas de abusos sexuais na infância possam apresentar processos contra os seus agressores.

O arcebispo da Filadélfia Charles Chaput terá inadvertidamente enviado um email para o deputado Jamie Santora, acusando-o de estar a trair a igreja e avisando-o de que irá sofrer as “consequências” de estar a apoiar a legislação, segundo refere o “The Guardian”, acrescentando que a mensagem desencadeou reações iradas entre os deputados católicos.

“Esta abordagem mafiosa de condicionar os deputados, ele passou mesmo dos limites”, afirmou Mike Vareb, deputado republicano, em declarações ao jornal britânico. “Ele está a seguir por um caminho que é verdadeiramente perigoso para o estatuto da Igreja como uma organização não-lucrativa.

Atualmente, as vítimas de abusos sexuais na infância podem apresentar processos cíveis até terem 30 anos de idade, mas caso a alteração legislativa se concretize essa idade passará para os 50 anos. O que deverá custar à igreja dezenas de milhões de dólares, tendo em conta o relatório apresentado este ano a dar conta de que dois bispos católicos da diocese de Altoona-Johnstown, Pensilvânia, encobriram abusos de centenas de crianças cometidos por mais de 50 padres durante um período de 40 anos.

Segundo a legislação norte-americana, organizações classificadas como organizações não-lucrativas não se podem envolver na atividade política.