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Morreu a deputada britânica pró-Europa que foi baleada e esfaqueada

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JON SUPER/ EPA

Jo Cox, 41 anos, foi esta quinta-feira atacada a tiro e à facada quando se encontrava na biblioteca municipal. Campanha do referendo foi suspensa

Jo Cox, 41 anos e deputada do Partido Trabalhista, morreu esta quinta-feira depois ter sido esfaqueada e baleada quando se encontrava na biblioteca municipal, em Birstall, Reino Unido. A informação foi confirmada pela policia de West Yorkshire, citada pelo “The Guardian”, que anunciou já ter detido uma pessoa.

“É com grande tristeza que informo que [Jo Cox] morreu na sequência dos ferimentos. Foi atacada por um homem que a feriu fatalmente”, disse Dean Collins, chefe da polícia de West Yorkshire, citada pelo jornal britânico “The Guardian”.

A deputada foi dada como morta ainda no local do crime. Perto da 13h desta quinta-feira, a polícia foi chamada à Market Street, Birstall, e o corpo de Jo Cox foi transportada de helicóptero para um hospital de Leeds.

No mesmo ataque ficou também ferida uma outra pessoa de 77 anos, cuja identidade não foi revelada pelas autoridades.

Dean Collins, chefe da polícia de West Yorkshire, acrescentou que está a ser levado a cabo um investigação e que acredita tratar-se de um incidente isolado. Sobre as motivações do ataque ainda não há quaisquer informações.

Parte das armas utilizadas no ataque já estão na posse da polícia. “Pouco depois do incidente, um homem foi detido pelas autoridades no local. Foram recuperadas armas, incluindo uma arma de fogo”, referiu Dean Collins.

Jo Cox foi eleita em 2015 pelas regiões de de Batley e Spen. Completava 42 anos na próxima semana, no dia 22 de junho. Era casada com um antigo assessor de Gordon Brown, Brendan Cox, e tinha dois filhos.

“A Jo acreditava num mundo melhor e lutava por isso todos os dias. Ela gostaria mais que tudo que duas coisas acontecessem nente momento: primeiro que os seus filhos sejam inundados de amor, e em segundo que que todos unidos consigamos combater o ódio que a matou. O ódio não tem crença, raça ou religião, é venenoso”, disse Brendan Cox, citado pelo “The Guardian”.