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Cliff Richard não vai ser indiciado por abusos sexuais

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GETTY

O caso tornou-se público quando a BBC exibiu as buscas levadas a cabo na casa do músico britânico em 2014. “Eu fui nomeado antes mesmo de ter sido entrevistado e para mim isso foi como ter sido capturado como uma ‘presa viva’”, afirmou Cliff Richard

Ao fim de 22 meses de investigações, os Serviços de Procuradoria da Coroa Britânica concluíram não haver dados suficientes para indiciar Cliff Richard por suspeita de abusos sexuais, que teriam sido alegadamente cometidos sobre quatro rapazes há mais de 30 anos.

Os quatro indivíduos apresentaram queixa do músico, afirmando que teriam sido sexualmente abusados entre 1958 e 1983.

“Após dois anos sob investigação policial, fiquei hoje a saber que os inquéritos foram finalmente concluídos (…). Sempre mantive a minha inocência, cooperei totalmente com a investigação, e não consigo compreender porque demorou tanto tempo até se chegar a este ponto”, afirmou Richard. Na sua declaração escrita, o músico critica ainda “o grande empolamento que foi feito do caso desde o primeiro dia”.

As acusações tornaram-se conhecidas quando a BBC noticiou as buscas policiais feitas à casa do músico, efetuadas no verão de 2014. No ano passado, uma investigação independente concluiu que a polícia não deveria ter revelado informação “altamente confidencial” sobre as buscas. As autoridades indicaram depois “lamentar profundamente a ansiedade adicional que causaram” a Richard, por terem “desencadeado o interesse inicial dos media” sobre a investigação.

“Eu fui nomeado antes mesmo de ter sido entrevistado e, para mim, isso foi como ter sido capturado como uma ‘presa viva’”, lamentou o músico britânico, hoje com 75 anos de idade.