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Brexit soma e segue nas sondagens a uma semana do referendo

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LEON NEAL

Novo inquérito de opinião divulgado esta quinta-feira mostra que 53% da população britânica é favorável à saída do Reino Unido da União Europeia contra 47% que querem continuar no bloco dos 28

Uma nova sondagem divulgada esta quinta-feira pelo instituto Ipsos MORI para o jornal “Evening Standard” mostra um aumento da vantagem dos apoiantes do Brexit sobre os que defendem a permanência do Reino Unido na União Europeia, a uma semana do referendo convocado por David Cameron para 23 de junho.

No inquérito, 53% dos participantes dizem ser a favor da saída da UE contra 47% que apoiam a manutenção do bloco dos 28. Na semana passada, sondagens da ORB, ICM e YouGov davam todas uma vantagem média de 6% aos apoiantes do Brexit e ao fim do casamento britânico com a comunidade europeia, menos um ponto percentual de diferença em relação ao inquérito hoje divulgado.

Falta exatamente uma semana para a ida às urnas e a campanha Remain continua a perder terreno em assuntos como a imigração e as contribuições do Reino Unido para o orçamento comunitário. De acordo com a sondagem do Ipsos MORI, apenas 17% dos eleitores acreditam nas previsões avançadas pelo chanceler do Tesouro e apoiante da UE, George Osborne, sobre o Brexit equivaler a uma perda de 4300 libras (quase 5400 euros) por núcleo familiar.

Cerca de 47% dos inquiridos acredita na alegação da campanha Vote Leave de que o Reino Unido é obrigado a pagar 350 milhões de libras (438 milhões de euros) à UE por semana — isto apesar de a maoiria dos economistas e de organizações como a OCDE apoiarem os números oficiais do Tesouro e acusarem os apoiantes do Brexit de usarem informações enganadoras para atrair eleitores.

Segundo todas as sondagens elaboradas desde a convocatória do referendo há quatro meses, os eleitores mais velhos pendem mais para a saída da UE e os mais jovens para a permanência, o que será explicado considerando o que os britânicos mais novos têm a ganhar com o bloco europeu, como a facilidade de movimentação dentro do espaço Schengen e o intercâmbio estudantil através de programas como o Erasmus+.

Apesar das previsões dos inquéritos de opinião, os “media” britânicos têm lembrado que, tal como aconteceu com o referendo à independência da Escócia em 2014, as sondagens podem estar erradas. Há ano e meio, a maioria dos inquéritos previa a vitória dos independentistas nessa consulta escocesa, mas o “não” acabou por ganhar. Mais recentemente, em 2015, durante a campanha para as eleições gerais, a indústria de sondagens também errou ao prever uma vitória dos conservadores sem maioria absoluta e a possibilidade de os trabalhistas voltarem ao Governo.