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Primeira-ministra norueguesa diz que será mau negócio se os britânicos seguirem exemplo do seu país

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GETTY

A Noruega, onde a adesão à União Europeia já foi rejeitada por duas vezes em referendo, acaba por seguir muitas das normas de Bruxelas para beneficiar de acesso privilegiado ao mercado interno europeu

A primeiro-ministra norueguesa Erna Solberg considera que será um mau negócio para os britânicos se estes seguirem o exemplo do seu país e rejeitarem a União Europeia (UE) em referendo.

O seu Partido Conservador apoiou a adesão no referendo de 1994 mas foi derrotado por curta margem, tal como já havia acontecido no referendo de 1972. Uma década antes a adesão da Noruega já havia sido inviabilizada, nesse caso devido ao veto francês.

Apesar de permanecer de fora, o país de cinco milhões de habitantes tem estreita ligação com a UE e o seu caso tem sido encarado como um exemplo da situação em que a Grâ.Bretalha poderá ficar caso opte pela saída. A Noruega pertence à Área Económica Europeia, mas para ter acesso privilegiado ao mercado interno europeu acaba por ter de seguir muitas das normas determinadas por Bruxelas, ao mesmo tempo que tem um poder muito mais limitado de influência sobre as mesmas, uma vez que não é membro do bloco.

“Esse tipo de ligação vai ser dificil para a Grã-Bretanha, porque Bruxelas passará então a decidir sem que os britânicos tenham a possibilidade de participar no processo decisivo”. Para além de provavelmente vir a ter aceitar regras europeias de comércio, a Grã-Bretanha também será colocada numa posição secundária na definição da estratégia de defesa, frisa Solberg.

A primeira-ministro norueguesa diz que o relacionamento com Bruxelas como um país não-membro obriga-os a agir como uma “organização de lóbi”.

Solberg afirma que tendo em conta a perda de influência e os acordos que vão ter de estabelecer, a saída dos britânicos será uma má opção para eles.