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Pai de atirador de Orlando diz que punição da homossexualidade “compete a justiça divina”

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REUTERS

Num vídeo partilhado no Facebook, Seddique Mateen condena o ataque do filho e a sua interferência num assunto que “não é para os servos de Deus”. Descreve-o como “um bom filho”, “mas com rancor no coração”

O pai de Omar Mateen, o atirador que matou 49 pessoas em Orlando, diz que não é capaz de o perdoar. Sem entender o que terá passado pela cabeça do filho, diz num vídeo publicado na sua página no Facebook, Seddique Mateen acrescenta que a punição da homossexualidade só compete à justiça divina.

Gravado em dari, um dos idiomas falados no Afeganistão, de onde é originário, Seddique parece dirigir-se à comunidade afegã nos Estados Unidos. Afirma que o ataque de Omar foi uma absoluta surpresa, vinda “de um bom filho, educado, mas com rancor no coração”.

Entrevistado por alguns jornalistas na segunda-feira, Seddique manifestou a sua convicção de que o atentado foi motivado “pelo ódio aos homossexuais”, nada tendo a ver com a religião e com o facto de Omar ser muçulmano.

Disse ainda que não notou nada de estranho no comportamento do filho, que “até há dois dias” tinha uma “boa vida” com a mulher.

Quanto aos rumores sobre a possível homossexualidade do filho, Seddique Mateen negou.