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Mulher do atirador de Orlando “tentou travá-lo” e enfrenta acusações criminais

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Omar Mateen, autor dos disparos na discoteca em Orlando, tinha 29 anos, nasceu em Nova Iorque e vivia na Florida

REUTERS

Noor Zahi Salman, de 30 anos, estava casada com Omar Mateen desde 2013 e terá ido com o marido comprar munições para a arma usada no massacre de domingo, que provocou 49 mortos e 53 feridos

A mulher de Omar Mateen, que no domingo passado levou a cabo o massacre em Orlando, na Florida, matando 49 pessoas a tiro e ferindo outras 53 antes de ser abatido pela polícia na discoteca gay Pulse, pode enfrentar acusações criminais por suspeitas de envolvimento nesse ataque.

De acordo com fontes citadas pela Reuters e pela Fox News, a procuradoria já pediu uma investigaçao a Noor Zahi Salman, de 30 anos, após esta ter dito à polícia que tentou convencer o marido a não levar a cabo o ataque homofóbico quando foi com ele comprar munições para a carabina AR-15, a arma de fogo usada naquele que é já considerado o pior massacre da história dos EUA a seguir aos atentados de 11 de setembro de 2001.

Segundo os elementos da procuradoria citados pela Fox, as autoridades estão a ponderar acusar formalmente Salman de conivência nos 49 homicídios e de 53 tentativas de homicídio, bem como pelo falhanço em ter avisado as autoridades sobre o ataque iminente. Uma das fontes acrescenta que é possível que Mateen tenha telefonado à mulher já dentro da discoteca onde a matança teve lugar.

À CNN, o senador Angus King, que integra o comité de serviços secretos da câmara alta do Congresso norte-americano, avançou que "parece que ela tinha algum tipo de conhecimento sobre o que se estava a passar". "Ela definitivamente é uma pessoa de interesse neste momento e parece ter cooperado e ajudado [as autoridades] ao dar-nos informação importante", refere o senador.

De acordo com alguns media norte-americanos, a mulher foi com Mateen comprar munições e deu-lhe boleia até à discoteca Pulse numa ocasião anterior ao ataque, porque ele queria investigar o espaço. Às autoridades, Salman disse que tentou convencer o marido a não levar a cabo o ataque, asseguram fontes citadas pela NBC News na terça-feira.

Também esta terça-feira, o pai do atirador, Seddique Mateen, disse que a segunda mulher do filho, com quem Omar vivia desde 2013, voltou ao apartamento que o casal partilhava na segunda-feira para ir buscar algumas roupas e que tanto ela como o pequeno filho de ambos continuam na Florida.

Apesar de ter jurado fidelidade ao autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) em chamadas feitas para o 911 durante o ataque, não há provas que liguem Mateen a esse ou a qualquer outro grupo jiadista. O que se sabe atualmente é que o norte-americano de 29 anos, filho de imigrantes afegãos, era um "cliente regular" da discoteca Pulse e usava várias aplicações de encontros gay. As autoridades estão a pender para a teoria de um "lobo solitário" que agiu inspirado pelo Daesh.