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Manobras conjuntas dos EUA, Japão e Índia têm sido seguidas pela China

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O porta-aviões U.S. Stennis

Reuters

Países afirmam o seu poderio naval no Pacífico Ocidental quando se teme que a China mostre uma posição mais agressiva ao reclamar as ilhas disputadas com o Japão no Mar da China

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

Um navio de observação chinês seguiu nesta quarta-feira o poderoso porta-aviões dos Estados Unidos John C. Stennis no Pacífico Ocidental, quando este se juntou a navios do Japão e da Índia em exercícios em águas que Pequim considera o seu quintal.

A agência Reuters explica que a demonstração de poder naval norte-americano acontece a propósito da precocupação declarada por Washington quanto à alegada pretensão de Pequim em estender a sua influência marítima ao Pacífico Ocidental usando submarinos e navios de superfície para sublinhar as suas exigências no Sul do Mar da China. Pequim considera o acesso ao Pacífico como via de fornecimento vital para os restantes oceanos e como meio de projeção do seu poder naval.

O porta-aviões de 100.000 toneladas, que transporta caças F-18, juntou-se a oito outros navios - entre os quais se contavam um porta-helicópteros japonês e fragatas indianas - ao largo da cadeia de 200 ilhas japonesas de Okinawa. Estas estendem-se desde as principais ilhas do Japão até a 100 quilómetros da Formosa e são consideradas a linha de defesa contra o acesso chinês ao Mar da China Oriental.

Ao juntar-se às manobras anuais designadas por Malabar, o Japão quer fortalecer alianças que contrabalancem a tensão crescente com a China. Tóquio está a fortificar as ilhas reequipando-as com estações de radares e baterias antimíssil. A tensão entre os dois países aumentou desde que um navio chinês navegou pela primeira vez a apenas 38 quilómetros das ilhas contestadas no Mar da China Oriental.

Segundo declarações de um oficial japonês que não se identificou à Reuters por não estar autorizado a falar à imprensa, o U.S. Stennis afastar-se-á dos outros oito navios que participam nas manobras para atrair o navio chinês que tem seguido as manobras como uma sombra.